O Mutirão Paranaense de Cirurgias Eletivas, lançado pelo governo estadual no segundo semestre deste ano, está tirando da fila de espera milhares de pacientes que aguardavam meses por esses procedimentos. Na 16ª Regional de Saúde (RS) de Apucarana, que abrange 17 municípios da região, são cerca de 1,2 mil pacientes que já iniciaram o processo para realizar as cirurgias. O número representa quase a metade da demanda reprimida na região, que é de 3 mil operações. Oftalmologia, clínica geral, otorrinolaringologia e medicina vascular são as áreas com maior procura até agora.
No último domingo, a Tribuna trouxe reportagem mostrando que o mutirão trouxe alívio para muitos moradores. A dona de casa, Edineuza de Carvalho Mello, de 56 anos, é um exemplo. A apucaranense já realizou a sua cirurgia de catarata e, finalmente, vai se livrar desse problema de saúde que prejudicava a sua visão e, consequentemente, a sua qualidade de vida.
O Mutirão Paranaense de Cirurgias Eletivas atende principalmente esse tipo de público. São paranaenses que convivem há muito tempo com problemas de saúde contornáveis por meio cirúrgico, mas que não conseguiam fazer os procedimentos pela rede pública e não contavam com recursos financeiros para procurar a rede privada.
É justamente para essas pessoas que o poder público precisa estender a mão. A qualidade de vida de muitos pacientes depende diretamente do Estado e, quando esse apoio falta, o sofrimento e a dificuldade de manter uma vida normal podem perdurar por meses.
O Mutirão Paranaense de Cirurgias Eletivas foi lançado no final de setembro pelo governador Beto Richa (PSDB) e, felizmente, é um exemplo de agilidade no serviço. Após algumas triagens, os pacientes começaram rapidamente a ser atendidos, após assinatura de parcerias com hospitais de todo o Paraná.
É assim que a saúde pública precisa funcionar. O programa do governo do Estado mostra que é, sim, possível ser ágil e atender de forma satisfatória. É claro que há muitos outros desafios no Paraná. A saúde pública é carente de recursos, mas os bons exemplos também precisam ser destacados como forma de fazer justiça.