OPINIÃO

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O fim do mito do ex-presidente Lula

Tribuna do Norte

| Edição de 11 de março de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O mito em torno do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai se esfacelando aos poucos. O metalúrgico que chegou ao cargo político mais alto do País está atolado em denúncias de corrupção, revelando uma face do petista que permaneceu oculta por vários anos e que agora está sendo desvelada pela Operação Lava Jato e também por investigações paralelas do Ministério Público de São Paulo (MP-SP).

Na quarta-feira, o MP-SP apresentou denúncia à Justiça contra o ex-presidente por crimes de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica por causa da suposta compra do triplex em Guarujá. Se a denúncia for aceita, Lula passa a ser réu na ação.

Dezesseis pessoas foram denunciadas, entre elas o ex-presidente Lula, a ex-primeira dama Marisa Letícia e um dos filhos de Lula, Fabio Luís Lula da Silva, o Lulinha, que seriam beneficiários do triplex. Essa investigação não tem relação com a Lava Jato e mostra uma relação próxima do petista com empreiteiras que por anos conquistaram inúmeros contratos com o governo federal, durante e depois do governo Lula, principalmente na Petrobras.

O tríplex e também o sítio de Atibaia surgem como provas de benefícios, benesses e vantagens dadas pelas empresas a Lula. O tríplex, por exemplo, foi reformado para a família de Lula, com gastos de cerca de R$ 1 milhão, pela empreiteira OAS. O imóvel, no entanto, nunca apareceu no patrimônio da família.

O ex-presidente afirma reiteradamente que amigos o auxiliaram ou ajudaram na reforma de apartamentos e sítios. Ora, é muita amizade para empresários, sem nenhum interesse, investiram milhões e milhões de reais, sem contar os valores altíssimos pagos por palestras.

As evidências de tráfico de influência e também de enriquecimento ilícito são inúmeras. Lula nega as acusações e ainda age de forma antidemocrática, colocando-se acima do bem e do mal. Suas declarações são ofensivas à Justiça, ao Ministério Público e à Polícia Federal. Ora, qualquer cidadão que têm denúncias desse tamanho sobre si precisa se explicar, independente quem seja. Ele deve agora se preocupar em provar na Justiça que é inocente. Basta de usar a retórica para ludibriar os incautos.