O fundo do poço da política brasileira parece não ter fim. A Operação Lava Jato trouxe à tona um esquema bilionário de corrupção que corroeu a principal empresa nacional, a Petrobras. Empresários, ex-dirigentes da estatal e políticos foram presos e condenados pelo pagamento de propinas em troca de fraudes em licitações. Esse foi apenas a ponta do iceberg de um escândalo sem precedentes na história do País que agora bate às portas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e também da presidente Dilma Rousseff. É preciso dar um basta nessa situação. A população está cansada.
Na quarta-feira, uma manobra claramente feita para beneficiar o ex-presidente Lula foi a gota d´água. Dilma nomeou Lula, acusado de enriquecimento ilício e lavagem de dinheiro, para a Casa Civil. Com status de ministro, Lula ganharia foro privilegiado e fugiria da alçada do juiz federal Sérgio Moro, que vem sendo implacável na condução da Lava Jato. A Justiça barrou a nomeação. No entanto, a posse dele no cargo somente será decidida no Supremo Tribunal Federal (STF).
Foi demais para os brasileiros. É um absurdo que uma pessoa suspeita de crimes - independente o cargo que ocupa ou ocupou - procure se abrigar num ministério para tentar se blindar das denúncias e ações em curso na Justiça Federal.
É absurdo também que pessoas acusadas ataquem a Justiça, como se não pudessem ser investigadas. Foi Lula que manteve uma relação suspeita com empreiteiras. O sítio em Atibaia (SP) e o tríplex no Guarujá (SP) estão relacionados com o ex-presidente. Não foram inventados pela imprensa. Os indícios são investigados pelo Ministério Público Federal (MPF). Não adianta bradar aos microfones e pedir respeito. Foi Lula também que falou o que falou nas gravações divulgadas pela Justiça Federal. Não adianta lutar contra fatos e evidências.
O Brasil precisa de uma mudança urgente e isso passa pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff. Não há outro caminho para retomar a tranquilidade. O País vive um caos político, econômico e agora de turbulência social. Não há outro remédio a não ser o afastamento da petista do cargo. Que assuma o vice, com maior traquejo político, ou se defina por uma nova eleição. É preciso zerar essa página triste da história brasileira.