OPINIÃO

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Olimpíadas 2016: homenagem às mulheres

Por Ernesto Siqueira, de Rosário do Ivaí

| Edição de 11 de agosto de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Esta é uma homenagem às mulheres, atletas ou não, que vão participar ou que já participaram de competições das mais diversas modalidades, desde a criação das olimpíadas em 776, a.C.

Antes que os leitores questionem o porquê da homenagem às mulheres que vão participar dos “Jogos Olímpicos 2016” é de bom alvitre explicar que tenho no meu curriculum, vários artigos, crônicas, reportagens, poesias, etc. Escritos sobre mulheres de todas as profissões, inclusive as das cavernas. Falando bem, é claro.

Os jogos Olímpicos que começaram a.C. Nesse 2016 completam 2.792 anos. À época ainda não havia exames antidoping, porém as regras eram rígidas, tanto para os atletas como para treinadores e, mesmo com jogos durando apenas cinco dias, os preparativos começavam um ano antes. (Nada a ver com a Vila Olímpica).

MACHISMO

Como o festival era religioso, em homenagem ao Deus Zeus, o local era considerado sagrado, por isso, as mulheres não podiam participar e nem assistir. Assim, para evitar que isso ocorresse, os homens lutavam nus. Foi aí que a Deusa Hera (Mulher de Zeus), com habilidade, inteligência e sabedoria, fez a aprovar uma PECG (Pedido de Emenda a Constituição Grega), pela qual amenizava os rigores da lei, cujo dispositivo permitia que as mulheres virgens assistissem os jogos, isso porque eram consideradas puras.

HERARIA

Eram jogos desportivos reservados às mulheres. Hera os criou em sua própria homenagem e também para garantir que as mulheres participassem de jogos olímpicos. Diferente dos homens, nos jogos femininos as atletas competiam usando

MITOLOGIA

Segundo a mitologia, uma mulher viúva treinou seu filho para competir no Olimpo, como não era permitida a entrada de mulheres, ela entrou travestida de treinador. Seu filho lutou e venceu. Nesse momento tomada pela euforia, ela pulou a cerca, enroscou a roupa ficando completamente nua. Não foi punida em respeito a seu pai que havia sido um grande vencedor. (Nesse episódio, a reflexão que fica é que tem hora até para pular a cerca).

HOMENAGEM A PIONEIRA

A brasileira Maria Lenk, nascida em 1915, foi a primeira mulher sul americana a competir em uma olimpíada, a de 1932 em Los Angeles-USA. Com 17 anos, foi a única mulher a compor uma delegação com 67 integrantes. Sem patrocínio, pagaram a viagem e a estada, com café que levaram no porão do Navio. Mas seu horizonte apontava mais sucessos nessa caminhada, inclusive foi a precursora do nado borboleta para mulheres em Berlim em 1936 e, nos anos 40, quebrou doze recordes norte-americanos na natação.

SÍMBOLOS OLÍMPICOS

Aros – nas cores azul, amarela, preto, verde e branco, idealizados pelo Barão de Cobertin em 1913, são para simbolizar a paz e, no mínimo, uma cor de cada circulo está presente nas bandeiras dos países filiados;

Tocha ou fogo olímpico – nasceu a partir da chama acesa na cidade de Olímpia (Grécia) e, segundo a lenda, Prometeu roubou o fogo do Deus grego Zeus, para entregá-la aos mortais;

Juramento – é a cerimônia de abertura feita por um atleta em nome de todos;

LEMA

Em 2016 da era cristã, o Brasil estará sediando os primeiros jogos olímpicos realizados em território Sul Americano e -, se somos todos olímpicos,

“Vencer ou vencer, 86.400 segundos por dia”, será nosso lema.