OPINIÃO

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​Patrulha Maria da Penha faz a diferença em Arapongas

Da Redação

| Edição de 13 de janeiro de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A Patrulha Maria da Penha, da Guarda Municipal de Arapongas, vem obtendo excelentes resultados. A unidade apresentou nesta semana um balanço que mostra que caiu pela metade o índice de descumprimento de medidas protetivas concedidas pelo Judiciário a vítimas de violência doméstica. Esse desempenho é fruto justamente do trabalho dos guardas municipais. 

A GM realizou no ano passado 442 atendimentos de mulheres vítimas de agressões de companheiros e familiares. A maior parte (246 atendimentos, ou 55,6% do total) é composta por visitas de retorno, uma forma de acompanhar o desdobramento de um caso de violência, quando a equipe visita uma vítima para verificar se há alguma nova necessidade. Foram realizadas ainda 152 outras visitas, referentes a novas vítimas que passaram a ser acompanhadas, o que corresponde a 34,4% do total.
Os dados mostram ainda uma queda de 51,9% nos casos de descumprimento de medidas protetivas em 2017. Entre a criação da patrulha, em maio de 2016, até dezembro do mesmo ano, foram atendidos 104 chamados de descumprimento de medidas protetivas. No mesmo período deste ano, o número caiu para 50.
Os números mostram que Arapongas conseguiu avanços importantes na proteção às mulheres. A Patrulha Maria da Penha é um instrumento fundamental nesse contexto, pois fiscaliza o cumprimento das medidas protetivas e garante total apoio às mulheres. Além disso, a GM realiza um importante trabalho de conscientização das mulheres e também dos homens. 
O índice de reincidência de casos era enorme e caiu após a implantação da Patrulha Maria da Penha. A GM de Arapongas, a propósito, é um exemplo de organização e eficácia. Os resultados são excelentes e mostram que os municípios têm condições de fazer a sua parte na área da segurança pública. 
Garantir proteção às mulheres é fundamental. Infelizmente, a violência doméstica é uma realidade, que reflete o machismo ainda presente na sociedade. Ao implantar ações como a Patrulha Maria da Penha, as mulheres sentem-se mais seguras para pedir ajuda e denunciar os seus agressores. Outros municípios também estão implementando medidas nesse sentido. É o caso de Apucarana, que fará parte de um programa estadual que distribuirá “botões do pânico” para mulheres atendidas por medidas protetivas. É importante fechar o cerco contra a violência doméstica, algo inaceitável e que traz danos físicos e psicológicos às mulheres, sem contar os inúmeros casos de assassinatos (feminicídios) que poderiam ser evitados se mais ações como essas fossem colocadas em prática no país.