Na maneira simples de entender sobre política, primeiramente, o pretenso candidato deve ter dentro de si vontade de participar da vida pública, ser desprendido e lutar pelos ideais de uma comunidade, com o fim de propiciar e estar disposto a encarar a causa com bastante disposição, honestidade, visando o bem comum.
Quer queira ou não qualquer cidadão, consciente ou inconscientemente faz política, assim, afirmam os estudiosos no assunto, isso já faz o quotidiano de cada um e está no sangue das pessoas.
Lendo jornal, assistindo a TV, acessando o Facebook ou e-mail, conversando e fazendo comentários com pessoas ou quando são abordados os mais corriqueiros assuntos locais, regionais ou internacionais já se faz política, porque todos extravasam suas opiniões e convicções e cada qual propondo soluções que, no seu entender, resolveriam os mais intrincados e difíceis problemas que possam existir.
Isso acontece nos mais variados ambientes, pois quando se juntam duas pessoas, na certa, já se faz política e, aí, começam a surgir os palpiteiros e alguns se julgando como os paladinos da verdade. São “rodinhas” nas esquinas, nos bares, nos clubes, nos lares. A política como o futebol fascina o cidadão brasileiro e faz parte de sua vida.
Na verdade, abraçar a carreira política como realmente ela deve ser, vai exigir e tal qual, verdadeiramente, ela exigirá muito trabalho, honestidade, denodo, comprometimento e desprendimento.
O político deve ser uma pessoa sensata, autêntica e muito equilibrada e procurar ouvir e entender os anseios da população ouvindo-a e buscando as soluções para os seus problemas e não visar somente os seus interesses pessoais, enganando-a, ou abandonando-a no momento mais que elas necessitam de sua atenção e depois cair no descrédito como castigo à sua atitude impensada ou equivocada.
Pode-se dizer que a vocação política é nobre, digna e honrada, mas a profissionalização é vil e até indigna e repugnante. Muitos políticos perpetuam-se nos cargos fazendo dela sua profissão. Entenda-se e admite-se que mesmo perpetuando-se no cargo não é crime ou pecado, mas que continue focado e defendendo os interesses por onde foi eleito é de se aceitar essa situação sem restrição e legítima.
Agora, um fato lamentável e em demasia na vida política brasileira, porque muitas pessoas que sentem o chamado da política e não tem coragem de atendê-lo por medo de serem confundidos e levados à vala comum dos políticos profissionais; ou por dispender altos gastos com a campanha eleitoral ou vincular-se a contra gosto a ideias que não sejam compatíveis com seu modo de ser. E isso cada vez mais afasta as pessoas de bem da vida pública, o que é um perigo para a comunidade como um todo.
Desta maneira, aqueles que não pretendem seguir a carreira política, pelo menos, que se filiem a um partido político ou formem uma associação ou comitê que tenham objetivos comuns, no sentido de propor soluções que venham beneficiar a comunidade onde vivem e tenham seus interesses econômicos e comerciais, isso, nada mais, vem a ser uma participação ativa e direta no desenvolvimento de uma região.
O que mais se deve entender, a ninguém cabe ser omisso ou negligente para depois se arrepender por algo que poderia ter feito e não fez. Ficar em cima do muro, esperar a banda passar e só pensar em si são atitudes dos egoístas. Arrepender-se ou lamentar-se depois por aquilo que poderia ter feito e não fez já é tarde.