A população brasileira está envelhecendo, o que exige a implantação de políticas de valorização da terceira idade. Até 2060, o número de habitantes com 80 anos ou mais deve somar 19 milhões de pessoas no Brasil, diz o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Esse aumento é reflexo dos avanços nos indicadores de expectativa de vida. Segundo o estudo mais recente do IBGE, a expectativa de vida do brasileiro passou de 75,8 anos em 2016 para 76 anos em 2017, um aumento de três meses e 11 dias. A média paranaense é ainda maior e passou de 77,1 anos para 77,4 anos.
Entre todas as unidades da federação, o Paraná aparece com a sétima maior expectativa de vida, atrás de Santa Catarina (79,4 anos), Espírito Santo (78,5), Distrito Federal (78,4), São Paulo (78,4), Rio Grande do Sul (78) e Minas Gerais (77,5). Com as menores expectativas de vida estão Maranhão (70,9 anos) e Piauí (71,2 anos). Os dados são da pesquisa Tábuas Completas de Mortalidade do Brasil de 2017, divulgada na semana passada.
O aumento da expectativa mostra, por um lado, que há uma mudança no comportamento dos idosos. As pessoas com mais de 65 anos de idade estão muito mais ativas e muitas continuam atuando profissionalmente. Os exercícios físicos passaram a fazer parte da rotina. Além disso, a maioria mantém suas atividades intelectuais, estudando e se aprimorando permanentemente, sem medo do avanço dos anos.
No entanto, o poder público precisa auxiliar essas pessoas, principalmente das camadas mais pobres, onde falta informação e também recursos para garantir um envelhecimento mais saudável. O aumento da longevidade da sua população é uma conquista, porém, é fundamental colocar em prática ações para garantir acesso à saúde e também ao lazer, mantendo a mente ativa e o corpo em pleno funcionamento para chegar ao fim da vida, antes de tudo, com dignidade.
O Estatuto do Idoso, de 2003, foi um avanço nesse sentido, mas é importante fazer chegar essa legislação a toda a população idosa. Aumentar a oferta de políticas públicas que garantam que a população idosa envelheça de forma ativa é um desafio que precisa fazer parte dos planos de governo dos nossos agentes públicos.