OPINIÃO

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Polo de móveis precisa mirar o mercado externo

Da Redação

| Edição de 11 de abril de 2017 | Atualizado em 10 de abril de 2017

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Diante do cenário de crise econômica no país, que perdura há pelo menos três anos, as empresas precisam buscar alternativas para melhorar seu faturamento. É o caso do polo moveleiro de Arapongas, que registra retração desde 2014, com muitas demissões no setor e até falência de algumas empresas, e que agora tem que se reinventar para conter os prejuízos. 

Com grande capilaridade no mercado interno, o polo moveleiro araponguense sofreu fortemente as consequências da recessão no país. A queda dos negócios foi considerável, gerando uma das piores crises já registradas pelas fábricas do município. Um dos reflexos foi o grande número de demissões. Milhares de postos de trabalho foram cortados. Além disso, muitas empresas – algumas tradicionais – entraram com pedidos de recuperação judicial. 

Se o mercado interno está difícil, muitas empresas estão mirando o exterior. A intenção é aumentar as exportações para melhorar o faturamento. 

A Prefeitura de Arapongas, inclusive, está incentivando esse caminho para fortalecer o setor após a crise dos últimos anos. Uma reunião na semana passada, realizada em São Paulo, discutiu uma parceria com investidores do Porto de Houston, nos Estados Unidos. O encontro, capitaneado pelo prefeito Sérgio Onofre (PSD), contou com a presença de empresários do setor moveleiro, representantes do Sindicato das Indústrias de Arapongas (Sima), do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e também da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex).

Segundo o prefeito Sérgio Onofre, os Estados Unidos são o maior consumidor de móveis do mundo, mas apenas 0,5% deste tipo de produto vem do Brasil. Portanto, ganhar o mercado norte-americano seria um passo importante para melhorar as exportações. 

Segundo dados de 2015 do Sindicato das Indústrias de Móveis de Arapongas (Sima), as vendas externas do polo moveleiro são ainda muito tímidas. De um faturamento total de R$ 1,6 bilhão daquele ano, apenas R$ 94 milhões vieram do mercado externo, o que representa 5,8%. É um índice muito baixo, afinal, as fábricas de Arapongas têm condições de ampliar seus mercados e produzir produtos que atendam as exigências de outros países. 

Arapongas, que tem o segundo maior polo de móveis do país, precisa voltar os olhos para esse nicho. O Sima idealizou o Projeto Comprador, que visa justamente organizar rodadas de negócios internacionais, mas é possível avançar ainda mais. O projeto com o Porto de Houston é apenas uma alternativa em debate. Arapongas, de modo geral, ganha com o fortalecimento do polo de móveis e o mercado externo é um caminho estratégico nesse sentido.