OPINIÃO

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PR vive momento bem distinto de MG e RS

Tribuna do Norte

| Edição de 09 de janeiro de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O ajuste fiscal implementado pelo governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), gerou muitas críticas quando apresentado à sociedade. Houve ampliação de alguns impostos e a repercussão foi negativa no primeiro momento, como não poderia ser diferente. Passados alguns meses, no entanto, os resultados são satisfatórios. Apesar do custo político com o ajuste fiscal, o governador Beto Richa conseguiu colocar as finanças em ordem e hoje o Paraná vive situação bastante distinta de outros estados, como o Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

No Estado, não há notícia até o momento de atraso no pagamento dos servidores ou outros problemas recentes de fluxo de caixa. Pelo contrário. Em reunião com o secretariado anteontem, Richa anunciou que o orçamento do governo estadual para 2016 será aberto pela primeira vez já no dia 11 de janeiro. Segundo o governador, a medida é inédita e reflete justamente o ajuste fiscal feito pelo governo preparando o Paraná para enfrentar a crise econômica nacional.

Muitos estados que não se organizaram para enfrentar a crise de forma adequada enfrentam situação de penúria. O Rio Grande do Sul é o principal exemplo. Por lá, o governador José Ivo Sartori (PMDB) recebeu o governo em situação de petição de miséria, precisando parcelar ou até atrasar salários de funcionários estaduais, incluindo policiais. O quadro é caótico e somente no final do ano passado que o peemedebista conseguiu aprovar um pacote fiscal na Assembleia Legislativa gaúcha para tentar reagir.

Agora, Minas Gerais anuncia que não conseguirá pagar os salários do funcionalismo. O governador Fernando Pimentel (PT) admitiu publicamente que a situação não deve melhorar dentro de três meses. Ou seja, o funcionalismo não vai receber em dia no primeiro trimestre de 2016 por causa da crise.

Não pagar os salários do funcionalismo gera o caos em um estado. Até porque policiais civis e militares estão entre os servidores que deixam de ganhar o salário no final do mês. Assim, quem mais perde com o mau gerenciamento das finanças públicas são os contribuintes. É inadmissível que Estados tão importantes da federação, como Minas Gerais e Rio Grande do Sul, enfrentem tal situação. Felizmente, o Paraná soube aplicar o “remédio amargo” na hora certa e evitar problemas semelhantes.