OPINIÃO

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Preços dos combustíveis são motivo de preocupação

Da Redação

| Edição de 15 de janeiro de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Adotada em junho do ano passado, a nova política de preços da Petrobras é alvo de muitas críticas. Desde então, a companhia vem promovendo alterações semanais e até diárias dos preços de acordo com a cotação dos combustíveis no mercado internacional. Com isso, o consumidor sempre é surpreendido com mudanças intempestivas nas bombas de combustíveis. 
Desde que implantou o novo sistema, a Petrobras já reajustou o valor da gasolina 116 vezes. O diesel mudou ainda mais: foram 120 alterações no preço. Dos 116 reajustes da gasolina, 61 foram para cima e 55, para baixo. O saldo final: o preço da gasolina acumula alta de 29,54%. No caso do diesel, foram 68 reajustes no preço contra 52 quedas, acumulando valorização de 25,42% no período. 
Os índices variam quando chegam ao consumidor final, que “seguram” os valores por conta da concorrência. Em Apucarana e Arapongas, por exemplo, a gasolina aumentou em média 15% no segundo semestre, quando mudou a política de preços. No ano, a alta ficou na casa dos 8%. 
Os índices de reajuste são altos, ainda mais que a inflação oficial do país fechou em 2,95% no ano passado. Essa nova política de preços também interfere no gás de cozinha, que teve um reajuste substancial no ano passado no país. 
A nova política de preços, segundo a Petrobras, tem como objetivo repassar as variações do dólar e do petróleo no mercado internacional e, com isso, competir "de maneira mais ágil e eficiente".
Na prática, no entanto, isso traz consequências ruins para o consumidor. Os reajustes são instantâneos, enquanto a redução dos preços dificilmente chega às bombas. Essa oscilação deixa o consumidor perdido. É praticamente impossível saber qual é o valor do litro da gasolina. Essa instabilidade traz consequências na economia de modo geral, pois os combustíveis provocam um “efeito cascata”, aumentando o preço do frete no país e dos mais diversos produtos. 
O governo federal precisa rever essa situação. O consumidor não suporta mais conviver com esses reajustes sequenciais dos combustíveis e também do gás de cozinha. A queda na inflação foi positiva, apesar de que a redução dos preços dos alimentos está relacionada principalmente à queda no consumo. 
Nos últimos meses, o cidadão está sendo penalizado. O preço do combustível pesa muito no orçamento. É preciso avaliar se essa nova política da Petrobras precisa ser mantida. Afinal, os reflexos são enormes para todos os brasileiros