OPINIÃO

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Pressa na definição do impeachment

Tribuna do Norte

| Edição de 08 de abril de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O Brasil está parado, à espera do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Com a política em ebulição, a economia está parada. O governo não faz outra coisa a não ser tentar evitar o afastamento da petista no Congresso Nacional. É preciso resolver esse impasse o mais rápido possível para que o país saia da estagnação.

Anteontem, mais um passo foi dado no caminho do impeachment. O relator da comissão especial criada na Câmara, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), deu parecer favorável à saída da presidente. O relatório de Jovair Arantes reforçou os crimes de responsabilidade cometidos pela presidente e que a sociedade inteira conhece – com exceção dos defensores do governo, que insistem em fechar os olhos para as inúmeras irregularidades cometidas por Dilma.

No documento, o relator cita as “pedaladas fiscais”, que foram os artifícios usados pela presidente para “maquiar” as contas do governo, com o objetivo de mostrar que as finanças estavam em ordem. No entanto, o governo utilizou irregularmente bilhões de reais de bancos públicos, o que é vedado pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Há também menção à corrupção na Petrobras e à omissão da petista em relação a esse assunto, sem deixar de abrir possibilidade de inclusão no processo de outros crimes. Jovair Arantes fez apenas a leitura do voto e não do relatório inteiro, com o objetivo de dar maior celeridade ao trâmite. É isso justamente que a maioria dos brasileiros quer.

Na próxima segunda-feira, o relatório será votado. O processo deve ser apreciado pelo plenário entre os dias 17 e 18. Até lá, os bastidores continuam movimentados. A presidente Dilma e o seu mentor Luiz Inácio Lula da Silva estão se movimentando nos bastidores para ganhar apoio. É um vale-tudo em curso, oferecendo cargos e benefícios em troca de votos. É o estilo governista dos últimos anos, de barganha e favorecimento.

Não há outro caminho para o país voltar a andar se não for o impeachment de Dilma. A permanência da petista representará a sequência da paralisia. Ela não reúne forças e condições de reverter esse quadro atual. A população tem pressa num desfecho que seja favorável, acima de tudo, para o Brasil.