OPINIÃO

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Quadrilhas deixam traumas na população da região

Tribuna do Norte

| Edição de 17 de maio de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A Tribuna trouxe reportagem no último domingo mostrando o trauma provocado pela ação das quadrilhas especializadas em assaltos a banco na região. A reportagem ouviu dois moradores de Borrazópolis, além de um vigilante de outra cidade, que viveram momentos de pânico nas mãos dos criminosos. Eles ficaram sob a mira de armas de grosso calibre, em um cordão humano, durante ação de um dos bandos. É algo assustador e que exige uma resposta das autoridades estaduais, mas também uma posição mais concreta das instituições bancárias, que precisam reforçar os seus sistemas de segurança para proteger seus funcionários e também clientes.

Na semana passada, a Polícia Militar (PM) trocou tiros em Apucarana com integrantes de uma quadrilha que agiu em Querência do Norte, na região Noroeste. Os assaltantes estavam escondidos em uma casa no Jardim Apucarana. Um bandido foi morto e outro foi baleado após confronto com policiais.

A operação da PM mostrou que Apucarana era base de uma dessas quadrilhas que aterrorizam o Vale do Ivaí e outras cidades de menor porte do interior do Estado. Até então, não havia informação de que um bando como esse tinha sua origem na cidade. Entre os detidos na oportunidade, duas figuras muito conhecidas do meio policial, que sempre aparecem em prisões após roubos e furtos, mas que estavam nas ruas.

Nesse caso, a quadrilha apucaranense contava com fuzis, submetralhadoras, revólveres e pistolas, além de farta munição. Com o bando, a PM apreendeu mais de R$ 150 mil em dinheiro.

As autoridades precisam dar um basta nessas quadrilhas. A reportagem da Tribuna de domingo mostra o trauma dessas ações criminosas para a população. O medo é permanente nas pequenas localidades. Em Rosário do Ivaí, os bandidos chegaram a invadir um casamento. É absurdo.

Além da resposta do Estado, os bancos precisam fazer a sua parte. O sistema de segurança das agências é muito frágil e as ações são lucrativas para os criminosos. O roubo na pequena Querência do Norte teria rendido R$ 150 mil.

Os bancos precisam ser convocados e chamados para que tenham maior responsabilidade. É inaceitável que essas instituições permaneçam inertes, garantidas por polpudos seguros. E a população, como fica? Por sorte, nenhum refém foi ferido ou morto até agora. No entanto, é um risco imenso, pois a violência empregada por esses bandos é imensa.

O governo estadual precisa agir, mas os bancos também, aumentando a segurança, buscando mecanismos que tornem esses assaltos menos atrativos para as quadrilhas. Essa situação, isso é claro, não pode mais continuar. A população dos pequenos municípios virou refém dessas quadrilhas.