OPINIÃO

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Reação do vestuário é uma boa notícia em Apucarana

Da Redação

| Edição de 11 de junho de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Após três anos de grave crise, o vestuário paranaense dá sinais de recuperação. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, o saldo entre admitidos (12.122) e demitidos (9.930) no primeiro quadrimestre foi de 2.192 vagas. É o melhor resultado do segmento desde 2015. 

Apucarana lidera o ranking de novos postos de trabalho no Paraná, com 334 vagas abertas neste período, seguido de Cianorte (193) e Maringá (137). 

Esses bons resultados do setor de confecções refletem o atual momento econômico brasileiro, que vem registrando bons indicadores, mesmo com a avassaladora crise política. Há um otimismo maior por parte dos empresários, que percebem um aumento no consumo com a queda dos juros e da inflação. 

O setor do vestuário, que depende do mercado interno, também foi beneficiado pelo pagamento das contas inativas do FGTS. Esse recurso extra ajudou muitos consumidores a quitarem suas dívidas, mas também abriu oportunidade para novas compras. 

O Paraná foi o terceiro Estado com maior saldo de empregos formais no setor do vestuário do país no primeiro quadrimestre. Segundo levantamento do Observatório do Trabalho, ligado à Secretaria da Justiça, Trabalho e Direitos Humanos, o Estado, com saldo de 2.192 vagas, ficou atrás apenas de Santa Catarina (8.014) e São Paulo (3.825). O Paraná foi responsável por 12% do saldo do país no período. 

Esses dados merecem ser comemorados após anos de resultados negativos. O reaquecimento do setor do vestuário é especialmente importante para Apucarana. As fábricas de confecções são as principais geradoras de empregos na cidade. No momento mais agudo da crise, muitos postos de trabalho foram cortados na cidade e agora há uma retomada, admitida pelos próprios empresários. 

É claro que a situação ainda está longe do ideal. O desafio agora é manter essa tendência de recuperação. Há o risco dessa reação ser efêmera por conta das contas inativas do FGTS- que tem data para acabar – e da força do agronegócio, com a safra recorde soja. A instabilidade política é um fator preocupante nesse contexto. 

Os últimos anos foram muito duros para a economia nacional, com a recessão trazendo desemprego e piorando o padrão de vida de um contingente imenso da população.
No caso específico de Apucarana, no entanto, é inegável que a recuperação do vestuário é algo a ser comemorado, principalmente com a retomada das contratações. É uma notícia positiva, enfim, após tantas decepções.