Os chamados crimes contra a vida, que englobam homicídios, lesões corporais seguidas de morte e latrocínios – os últimos juridicamente não podem ser considerados como tal, mas acabam sendo incluídos dentro das estatísticas – são um termômetro importante para aferir o índice de violência de uma sociedade.
No Brasil, o estudo nacional mais recente, divulgado no ano passado com base em dados de 2015, o Atlas da Violência - coordenado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) -, aponta que no ano foram registrados 59.080 homicídios. Isso significa 28,9 mortes a cada 100 mil habitantes. Outro estudo, este feito pela Organização Mundial da Saúde, que usa uma metodologia diferente, aponta uma taxa de homicídios no Brasil de 30,5 casos para cada 100 mil pessoas, o que coloca o país como o nono no ranking mundial.
A quantidade de mortes por si só é assustadora, mas o que chamou atenção na divulgação do estudo do Ipea foi o aumento de 10% do índice entre 2005 a 2015.
O índice, é claro, abarca todo país, portanto, há diferenças significativas entre os estados. Mas, entre os estados, a diferença é bastante significativa. Em dez anos, apenas oito estados mais o DF tiveram queda na taxa de homicídios. Entre os estados com redução no índice está o Paraná.
A redução desses índices é tanto um desafio como uma necessidade urgente em âmbito nacional. Essas mortes – notadamente de jovens, que são o grupo mais vulnerável à violência urbana – trazem um prejuízo imenso ao país.
Gasta-se bilhões com o aparato de segurança e saúde envolvendo esses crimes e perde-se valiosa força de trabalho. Isso sem falar no impacto que mortes violentas levam aos familiares das vítimas. A conta do impacto da violência na economia inclusive já foi feita. Estimativa do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a violência custou US$ 75,894 bilhões ao Brasil em 2014, o equivalente a 3,14% do Produto Interno Bruto (PIB) naquele ano. Como se vê, a redução da violência é fundamental para o desenvolvimento econômico de uma nação.
No Vale do Ivaí, dados preliminares apontam para uma redução no número de vítimas de crimes violentos na ordem de 14% em 2017 no comparativo para 2016. Para as autoridades policiais, a queda está relacionada com uma maior repressão ao tráfico de drogas, um tipo de crime que sabidamente está relacionado ao aumento dos índices de homicídios, assaltos e outros tipos penais. Com bons resultados até agora, é preciso continuar indo por este caminho e garantir a manutenção dos números e dar maior tranquilidade social.
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