OPINIÃO

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Reforço do efetivo da Polícia Civil é fundamental

Tribuna do Norte

| Edição de 05 de junho de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A falta de delegados de Polícia Civil é um grave problema na região. Atualmente, três comarcas estão sem comando na corporação: Grandes Rios, São João do Ivaí e Marilândia do Sul. A defasagem do efetivo prejudica as investigações e, consequentemente, a resolução de diversos crimes.

Na sexta-feira, ocorreu a formatura de novos 65 delegados. Eles serão designados para as mais 50 comarcas do Estado que estão sem esse profissional, incluindo as três do Vale do Ivaí e também de Rolândia. Há a expectativa de que a Delegacia da Mulher, de Apucarana, também seja contemplada. Essa definição, no entanto, irá ocorrer na terça-feira, quando está prevista a reunião do Conselho da Polícia Civil.

As comarcas do Vale do Ivaí enfrentam a falta de efetivo na Polícia Civil e também na Polícia Militar. Isso gera reclamação da população. No caso dos delegados, a situação é dramática. São João do Ivaí e Grandes Rios, por exemplo, convivem frequentemente com essa carência. Os delegados até são nomeados para essas comarcas, mas logo pedem transferência e o problema se perpetua.

Essa situação prejudica - e muito- a segurança pública. Os inquéritos se acumulam e não há uma diretriz de atuação com as constantes mudanças. O trabalho é acumulado por delegados de outras comarcas que, apesar do esforço, não conseguem atender toda a demanda.

A defasagem do efetivo policial é um problema histórico no Paraná e reflete a falta de contratação em anos anteriores. É preciso fazer justiça ao governo Beto Richa (PSDB) . Apesar das dificuldades financeiras, o seu governo tem realizado concursos públicos e reforçado o contingente da Polícia Civil e também da PM.

Do efetivo atual da Polícia Civil, por exemplo, 40% foram contratados durante a gestão do governador Beto Richa. Somente delegados foram 130 – esta é a segunda turma convocada do concurso público realizado em 2013.

É claro que não é o suficiente. Na região, por exemplo, são frequentes as reclamações nesse sentido. O problema ganhou maior notoriedade a partir dos inúmeros casos de assaltos e explosões de caixas eletrônicas. Cientes da falta de efetivo, muitas quadrilhas miraram o foco de atuação no Vale do Ivaí, aproveitando-se justamente do pouco policiamento.

A questão da segurança pública é complexa. Por mais que o governo do Estado tenha contratado, apesar das dificuldades financeiras, o efetivo vive em constante mutação. Há desligamentos e aposentadorias. É, na prática, um cobertor curto.

A expectativa agora é que os delegados permaneçam por um bom tempo nas comarcas da região. É preciso normalizar as investigações e reduzir o número de inquéritos parados.