OPINIÃO

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Reforço do efetivo também no Vale

Tribuna do Norte

| Edição de 23 de dezembro de 2015 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O governo do Paraná anunciou a convocação de mais 2.895 candidatos aprovados em concursos públicos para policial militar e delegado civil. São 2.222 policiais militares, 609 bombeiros militares e 64 delegados de polícia. Por um lado, essa notícia merece ser comemorada; por outro, exige uma mobilização muito grande das lideranças do Vale do Ivaí para garantir que um contingente grande de policiais seja transferido para a nossa região, que sofre com a defasagem de efetivo.

Reforçar as polícias Civil e Militar é fundamental para aumentar a sensação de segurança da população. Infelizmente, o Vale do Ivaí tornou-se alvo fácil para os criminosos, especialmente a chamada “quadrilha da dinamite”, que vem tocando o terror nas pequenas cidades da região, explodindo caixas eletrônicos e deixando os moradores acuados em suas residências.

Os aprovados no concurso da Polícia Militar vão participar do Curso de Formação de Soldados no começo de 2016, com duração prevista de nove meses. Antes disso, haverá os testes de aptidão física e a entrega de exames. Já os delegados tomarão posse em janeiro e começam o curso no exercício da função.

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Maurício Tortato, explicou que o efetivo de policiais militares será distribuído para atuar em todas as regiões do Estado. A prioridade, no entanto, será das regiões de Curitiba e Oeste.

Essa informação preocupa. Afinal, o Vale do Ivaí não pode, novamente, ser contemplado com meia dúzia de policiais. A nossa região registra uma grande defasagem no efetivo, o que reflete no aumento da criminalidade, principalmente da ação das quadrilhas da dinamite e de outros bandos que optam por assaltar agências, utilizando clientes e funcionários como reféns, como ocorreu neste ano em Borrazópolis.

Muitos municípios contam com apenas um ou dois policiais atuando no plantão diário, o que compromete a segurança. Isso não pode persistir. É preciso ampliar o efetivo também nessas pequenas cidades, melhorando ainda o armamento, os veículos e os equipamentos. Somente assim será possível barrar a criminalidade. Cabe agora às lideranças se movimentarem.