A última sexta-feira foi marcada por protestos contra as reformas trabalhista e da Previdência. A mobilização afetou a rotina de muitas cidades brasileiras, muito por conta dos bloqueios de ruas e rodovias promovidos por entidades sindicais, que tentaram de todas as formas impedir que os trabalhadores chegassem às empresas. Houve, infelizmente, cenas de depredação, com ônibus incendiados no Rio de Janeiro, por exemplo. A participação efetiva dos trabalhadores ficou abaixo das expectativas e o governo avaliou os atos como um “fracasso”.
Na região, a adesão foi muito tímida. Sindicalistas e representantes de movimentos sociais fizeram pequenas concentrações em Apucarana, Arapongas e Ivaiporã, mostrando que a maioria da população não aderiu ao chamado de “greve geral”. Tanto é que a maioria dos serviços e empresas funcionou normalmente. Apenas os bancários apucaranenses cruzaram os braços até o meio-dia, mas depois voltaram ao trabalho. O impacto foi mínimo.
A Tribuna defende as reformas propostas pelo governo federal. Há anos a população cobra mudanças para modernizar as relações de trabalho e também para minimizar o rombo previdenciário. Agora que as propostas estão na mesa, muitas entidades, preocupadas em manter benesses, não aceitam essas reformulações. Há uma inegável motivação político-partidária nessas manifestações, que em nada contribuem para ajudar o país a sair da crise.
No mesmo dia dos protestos, o IBGE divulgou que o Brasil tem 14,2 milhões de desempregos, ou seja, a reforma trabalhista se mostra ainda mais necessária nesse contexto para ajudar a criar mais empregos, recolando o país no rumo do desenvolvimento.
A reforma altera mais de 100 pontos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Entre as mudanças, estão a que diz que, nas negociações trabalhistas, poderá prevalecer o acordado sobre o legislado e as que preveem mudanças nas férias e o fim da contribuição sindical.
As mudanças são um avanço e modernizam as relações do trabalho no país. A reforma é importante porque valoriza a negociação coletiva e prestigia empresas e trabalhadores, que poderão dialogar e encontrar soluções conjuntas para as suas divergências.
O Brasil precisa urgentemente modernizar e desburocratizar as relações do trabalho. Somente assim será possível a retomada dos empregos. As leis trabalhistas do Brasil são ultrapassadas e prejudicam o empregador e o empregado. É inaceitável que em 2017 as relações de trabalho sejam regidas por uma lei aprovada em 1943. Somente a atualização da CLT vai garantir competitividade para as empresas e proteção para os trabalhadores.
No caso da Previdência, é mais do que comprovado que a reforma é urgente, principalmente por conta do rombo bilionário. Se algo não for feito imediatamente, não será possível pagar as aposentadorias em curto espaço de tempo.