Os municípios da região têm um grande potencial ainda a ser explorado nas exportações. Entre janeiro e abril deste ano, empresas do Vale do Ivaí e Arapongas negociaram com o mercado externo em torno de US$ 40,6 milhões para mais de 45 países. Os Estados Unidos são o principal destino da produção local, seguidos pela China e pelo Chile. Esse volume, no entanto, poderia ser muito maior. Para isso, é preciso ampliar os horizontes e mudar as estratégias para conquistar mercado fora das nossas fronteiras.
Empresas de apenas oito municípios da região exportam: Apucarana, Arapongas, Califórnia, Cambira, Faxinal, Jandaia do Sul, Jardim Alegre e São Pedro do Ivaí. Arapongas foi o município da região que mais vendeu “para fora” neste primeiro quadrimestre de 2018: quase US$ 17,8 milhões. O Peru foi o principal mercado externo para as indústrias araponguenses, com US$ 2,4 milhões, seguido pelo Chile, com US$ 2,3 milhões, e pela Argentina, com US$ 1,5 milhão. Os principais produtos comercializados são móveis e grãos. Já Apucarana comercializou US$ 13,1 milhões, principalmente para os mercados angolano (US$ 3,4 milhões), chinês (US$ 3,2 milhões) e italiano (US$ 1,8 milhão). Couro e produtos têxteis lideram a pauta de exportações.
São Pedro do Ivaí também registra um volume considerável em âmbito regional, principalmente com a venda de açúcar e leveduras. São US$ 9,6 milhões, a maior parte para os Estados Unidos (US$ 5 milhões).
O número de empresas exportadoras da região é ainda muito pequeno, é verdade. Apenas indústrias mais tradicionais e com maior tempo em atividade miram o mercado internacional. Há, no entanto, condições para ampliar essa fatia. A região tem todas as condições de competir no exterior e há profissionais habilitados para trabalhar nessas áreas. Apucarana tem tradição na formação de profissionais na área de comércio exterior e as empresas, caso mudem seu planejamento estratégico, podem focar no exterior. É preciso avançar nesse aspecto, ainda mais com as incertezas que predominam no mercado interno e a necessidade de buscar novos negócios para o próprio fortalecimento e até viabilidade empresarial.
As oscilações do dólar também podem estimular essa busca por vendas internacionais. Porém, é fundamental planejamento, organização e investimentos para se adequar à qualidade e as exigências do competitivo mercado internacional. No entanto, é um campo a se desbravar com coragem e amplas possibilidades de bons resultados