OPINIÃO

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Se algo é popular, então é bom?

Consultor de empresas, mentor de liderança e criador do Projeto Profissão Atitude

| Edição de 16 de junho de 2020 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Qual é o seu objetivo de vida? É ser popular?
Existem dezenas de milhões de seres humanos passando dias inteiros tentando ser populares nas mídias sociais. O que eles fazem para conseguir isso? Compram roupas, usam chapéus, pintam seus rostos, enrolam echarpes esdrúxulos no pescoço, comem e bebem coisas estranhas e tudo o que podem para criar sua ‘versão fofa ou chocante’ de ser. São de todas origens, sexos, credos, idades e filosofias, fazendo as maiores bizarrices para tentar tornarem-se o próximo Whinderson Nunes.
Para ter ideia, o YouTuber mais bem pago do mundo, no ano passado, foi um garoto de 8 anos de idade. 
Mas na verdade, os bilhões de horas – eu escrevi certo: bilhões – que são gastas por estes milhões de indivíduos acabam servindo a um único fim: enriquecer plataformas de mídias sociais. Cada vez que postam qualquer coisa – da mais interessante à mais cafona ou proibitiva –, eles acrescentam um pouco mais de vida e riqueza financeira ao Facebook, Instagram, Youtube, Twitter e outras, já que são duas as métricas de sucesso, a saber, os likes e o número de seguidores. Assim, o que as alimenta é volume de publicações, independente da qualidade. 
Por conseguinte, tornar-se popular apenas com base nessas duas métricas levaria você a fazer coisas que não são as que lhe tornariam mais eficaz ou sentir-se mais orgulhoso do seu trabalho, ou, falando de modo mais claro, conseguir os milhões de dólares que alguns poucos conseguem é tão fácil e simples quanto ganhar sozinho na loteria. 
Minha sugestão? Pense em dedicar-se a maximizar as suas competências e habilidades pessoais para o seu próprio benefício em lugar de investir os recursos que talvez você nem tenha para enriquecer uma plataforma de mídia social. 
Não vale a pena ficar de olho no retrovisor quando você tem que ir para frente.