Nunca na história deste território se viu tanta ordem de prisão, principalmente dos colarinhos brancos, como emanada das mãos do juiz de primeira instância, Sergio Moro. A repercussão foi tanta dentro como fora do País.
Engraçado que antes da Operação Lava Jato ninguém conhecia o referido magistrado. O seu prestígio começou igual a música de Martinho da Vila, “é devagar, devagarzinho”. Aos poucos seu nome já estava estampado em faixas e na boca de cada brasileiro.
Um simples juiz de primeiro grau, mas, aos olhos da população mais humilde, dá a transparecer que é o chefe do Supremo Tribunal Federal (STF), porque com o poder de tantas prisões a sua ordem, somente sendo o chefe dos chefes poderia realizar tal feito.
Ocorre que exatamente aqui nasce suas consequências. Seus atos não foram premeditados no sentido de ser admirado, consagrado e prestigiado pela sociedade. Não buscou ele ser conhecido e muito menos idolatrado diante das circunstâncias das prisões de renomadas autoridades.
No entanto, deu no que deu: nome Sergio Moro conseguiu ser admirado e respeitado por todas as classes sociais. A quem diga que o magistrado provocou um certo ciúme dentro da própria classe que representa. Como pode um simples juiz ter mais prestígio do que membros do órgão máximo na nação como o Supremo Tribunal Federal (STF), como última instância?
O problema está encravado no coração pecador do ser humano. Caim matou Abel, justamente por causa da inveja que brotou em seu coração. Os fariseus na época de Jesus, O condenaram justamente também pela inveja, tendo em vista que seus nome estava notório na boca do povo, muito mais que a própria religião.
Basta alguém se destacar que as pedradas começam a ser jogadas. No jogo do poder, ainda mais se constata esta disputa pelo pico da fama, onde não se mede as consequências, e se mata todas as horas não com arma letal, mas com a língua afiada, que é mais venenosa e perigosa do que a espada.
Alguém poderia perguntar, mas como pode isso nascer dentro do ser humano? A resposta está no mal que afeta cada criatura. Todos estamos em busca de poder e sofremos a síndrome do picadeiro. Todos queremos ser o bicho da goiaba. Por mais que tentamos esconder, camuflar e ocultar nossos sentimos ambiciosos, um dia a máscara vai cair.
Sergio Moro não pediu nada disso, mas Deus permitiu que acontecesse isso em sua vida. O problema é ele mesmo lidar com esta situação e não deixar subir na cabeça todo esse assédio. Mas quanto aos demais, talvez seja pior ainda, em não admitir que alguém do nada, tenha maior prestígio do que a mais alta autoridade na nação. Este sentimento invejoso, diabólico e maldito, só poderá ser vencido dentro de nós, quando morrermos com Cristo, na cruz do calvário. Pense nisto.