OPINIÃO

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Sociedade não pode aceitar situações de vandalismo

Da Redação

| Edição de 05 de abril de 2019 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A Prefeitura de Apucarana iniciou nesta semana obras de reforma dos banheiros, masculino e feminino, do Terminal Urbano. Um dos pontos mais movimentados da cidade, com um fluxo de milhares de pessoas todos os dias, o terminal é também um alvo constante de vandalismo.

Os consertos que a prefeitura garante nesta semana – que envolvem serviços de pintura e principalmente reposição de itens – precisam ser feitos periodicamente por conta de furtos e vandalismo. Pichações, destruição e furto de itens fazem parte da rotina do espaço a tal ponto que a prefeitura estuda colocar vigias durante o horário de funcionamento do terminal para coibir o mau uso do espaço.
Ora, infelizmente, o Terminal Urbano está longe de ser o único local público da cidade vítima deste tipo de ação. Recentemente, uma CMEI ficou funcionando por dias parcialmente sem energia elétrica por conta de sucessivos furtos de fiação.
Uma série de monumentos da cidade – caso dos totens do Quarteirão da Personalidades e das esculturas da Praça Mauá – também padecem com vandalismo, que também prejudica escolas, pontos de ônibus, praças, academias ao ar livre e outros equipamentos públicos de uso coletivo.
O vandalismo é uma praga para administração pública e um motivo de constante irritação para a população. Para a prefeitura, é um prejuízo financeiro e de gestão ter que realocar equipes para promover uma série de pequenos consertos que precisarão ser refeitos em algumas semanas. 
Para a população, o efeito de um local pichado e um banheiro quebrado não envolve apenas o desconforto momentâneo, mas desvaloriza vizinhanças, afetando inclusive a forma como a comunidade enxerga e vivencia a cidade.
De fato, enquanto a própria população não assumir também o papel de fiscal e denunciando às autoridades competentes vandalismo e mau uso do espaço público, atitudes antissociais continuarão a ocorrer. Civilidade é um exercício coletivo que envolve principalmente a comunidade que, vale lembrar sempre, é a verdadeira ‘proprietária’  dos bens públicos.