OPINIÃO

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Sucessivos reajuste do gás de cozinha geram protestos

Da Redação

| Edição de 04 de novembro de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Os sucessivos reajustes do gás de cozinha e dos combustíveis estão irritando o consumidor brasileiro. Essas altas nos preços trazem consequências para o bolso em todos os sentidos, pois provocam um “efeito cascata”, aumentando os custos do transporte e, consequentemente, da maioria dos produtos. 

Entra em vigor hoje um novo reajuste do botijão de 13 quilos do gás GLP, o gás de cozinha. Desde que a Petrobras anunciou sua nova política de preços, em junho passado, foram seis mudanças no valor do produto, sendo cinco aumentos consecutivos. 
Em Apucarana, o preço do botijão deve chegar a quase R$ 80. Os donos de revendas da cidade estão reclamando da queda da margem de lucro. Com reajustes em sequência, eles recebem o primeiro impacto da insatisfação da população. Assim, tentam contornar o problema reduzindo suas margens de lucro. Ocorre que isso chegou a um ponto limite e não há mais outra saída a não ser repassar a alta anunciada pela Petrobras. 
O reajuste anterior ocorreu em 10 de outubro, quando o preço do botijão ficou 12,9% mais caro. Na última quarta-feira (30), a Petrobras já havia anunciado aumento também no preço do GLP para botijões maiores do que 13 quilos, mais usados no comércio e indústria. A alta foi de 6,5%.
Independente das estatísticas oficiais, o custo de vida da população vem disparando nos últimos meses. Isso é inegável, pois são sucessivos os reajustes do combustível – principal termômetro nesse caso – e também do gás de cozinha. O litro da gasolina, por exemplo, está na casa dos R$ 4 há bastante tempo. É um dos valores mais caros dos últimos anos. O efeito é imenso no frete e nos preços da maioria dos produtos, principalmente dos alimentos. 
A adoção dessa nova política de preços trouxe prejuízos ao consumidor. O gás de cozinha, por exemplo, teve cinco reajustes e apenas uma redução de preços. No caso dos combustíveis, foram mais reduções. No entanto, o repasse nesses casos quase nunca ocorre, enquanto os reajustes estão nas bombas da maioria dos postos no dia seguinte. 
O governo federal defende essa política de preços, assinalando que leva em conta a tendência dos mercados internacionais, o que tornaria o sistema mais justo. No entanto, é preciso esclarecer melhor a população sobre esses mecanismos. O brasileiro não suporta mais tantos reajustes. O custo de vida se torna mais caro a cada dia, enfraquecendo ainda mais o já combalido custo de vida dos cidadãos. Enquanto isso, por exemplo, o salário mínimo será reduzido no próximo. Ou seja, o cidadão mais humilde é o mais prejudicado.