OPINIÃO

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Uma resposta contra a criminalidade

Da Redação

| Edição de 17 de fevereiro de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Nos últimos dias, dois latrocínios mobilizaram a opinião pública. Na terça-feira de carnaval, bandidos invadiram um dos mais populares parques aquáticos da região em uma ação que acabou em tragédia com a morte do empresário de Sabáudia João Molinari, 50 anos. No último sábado, outro caso, envolvendo o taxista José Maria de Castro, 72, deixou a cidade de Faxinal de luto.

As duas situações mostram que a violência e a criminalidade não escolhem endereço. A zona rural, por exemplo, há muito deixou de ser um local seguro na nossa região por conta de assaltos, furtos e outras mazelas que um dia foram típicas apenas de cidades maiores. A violência das ações e o resultado trágico - o empresário morto a tiros dentro de sua própria casa e o taxista idoso espancado e jogado na beira estrada - são um retrato de uma sociedade que vive a mercê da violência em uma desvalorização diária da vida humana.

Cumpre ressaltar nesse espaço, entretanto, não apenas a escalada da violência, mas a resposta rápida e eficiente da segurança pública nesses dois crimes. Até ontem, cinco pessoas haviam sido presas por envolvimento na morte do taxista José Maria de Castro,- a última na noite de anteontem - e quatro pelo latrocínio de João Molinari, sendo que outros suspeitos do crime também foram identificados.

É exatamente esse tipo de resposta que a sociedade espera, ainda que, frise-se, nenhuma medida humana seja capaz de suprir a ausência das vidas perdidas. Em um mundo ideal, a sociedade discutiria como prevenir a ocorrência desses crimes violentos que parecem escarnecer do valor da vida humana. No que vivemos, uma das principais discussões é não deixar que mau exemplo da impunidade prolifere.

Para tanto, é fundamental o fortalecimento do aparato de segurança pública. É preciso ampliar o efetivo das polícias, melhorar sua estrutura e reconhecer seu papel dentro do processo de justiça social. Ontem o governador Beto Richa nomeou mais de 2,8 mil servidores, entre policiais militares, bombeiros e delegados. As escolas de formação de soldados começam na próxima semana. Uma boa notícia para segurança pública.