OPINIÃO

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Uma saída para os ataques aos bancos

Tribuna do Norte

| Edição de 03 de dezembro de 2015 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O governo do Paraná age de forma correta ao pressionar as instituições bancárias a adotar mecanismos de segurança mais eficazes, como forma de conter o expressivo número de furtos e explosões a caixas eletrônicos. O Estado é um dos principais alvos desses bandidos. O Vale do Ivaí, a propósito, está entre os destinos preferenciais no Estado desses criminosos fortemente armados, que aterrorizam a população.

As instituições bancárias terão de entregar até o final deste mês um cronograma para a instalação de dispositivos de segurança em caixas eletrônicos à Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-PR). O prazo final para instalação dos equipamentos é junho de 2016.

Os bancos têm a obrigação de reforçar seus sistemas de segurança. Orçamento para isso não falta a essas instituições, que acumulam lucros bilionários a cada ano. Essa exigência também precisa valer para as cooperativas de crédito, que também têm caixas eletrônicos explodidos pelas chamadas “quadrilhas da dinamite”.

Atualmente, o sistema de auto-atendimento é muito vulnerável. Os ladrões conseguem, sem muita dificuldade, levar o dinheiro, o que explica a repetição dessas ocorrências.

Apenas no Vale do Ivaí, 20 registros de ataques de criminosos a agências bancárias ou cooperativas de crédito foram registrados neste ano. As quadrilhas estão cada vez mais ousadas e não se contentam em apenas explodir as agências. Em Borrazópolis, os ladrões invadiram dois bancos durante o dia, utilizando como escudo um cordão humano formado por funcionários e clientes. Em Ortigueira, os bandidos debocharam das autoridades ao utilizar duas retroescavadeiras da prefeitura para arrombar uma agência. Em Rosário do Ivaí, a situação foi ainda mais dramática, com os assaltantes invadindo até um casamento para procurar o gerente da agência, que estaria no local.

A insegurança passou dos limites e o governo tem absoluta razão em cobrar dos bancos a implantação de dispositivos para aprimorar a segurança. Essas empresas que têm receita milionária ou até bilionária precisam dar a sua contribuição. No entanto, o Estado não pode deixar de fazer a sua parte, reforçando o efetivo policial nos pequenos municípios.