OPINIÃO

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Uma solução para as falhas na numeração das casas

Da Redação

| Edição de 17 de setembro de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Após o problema se arrastar por várias gestões, a Prefeitura de Apucarana, finalmente, está dando um passo para resolver a numeração das casas na cidade. A administração vai apresentar um projeto de lei à Câmara para corrigir essa deficiência, que afeta o serviço postal e gera inúmeras reclamações de moradores de várias regiões apucaranenses.

As falhas no serviço postal, inclusive, motivaram a abertura de uma ação civil pública do Ministério Público Federal (MPF) contra a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios) por "prestação defeituosa" do serviço de entrega de correspondências em Apucarana. Na ação, a Procuradoria recomenda indenização individual aos cidadãos de Apucarana pelos danos materiais e morais, além de indenização por danos morais coletivos de R$ 64,6 milhões – que deverão ser empregados em projetos e políticas a serem desenvolvidas no município.

A Prefeitura foi citada na ação para que regularize a questão da numeração. Recentemente, uma reunião de conciliação mediada pelo MPF reuniu representantes dos Correios e da Prefeitura para discutir o problema, quando as partes se comprometeram em buscar uma solução.

A intenção da prefeitura é colocar em prática a regularização da numeração pelo Jardim Ponta Grossa, que é a localidade considerada a mais crítica quanto a ordenação dos domicílios. Um levantamento amplo será realizado para garantir uma efetiva solução para o problema. O projeto de lei, a partir desses dados, estabelecerá alguns critérios e também dará prazo para os moradores providenciarem a alteração do número de suas casas.

A questão da numeração é histórica em Apucarana. Há números repetidos e também desordenados. Isso prejudica o serviço postal, segundo os Correios, o que explica o problema de atraso na entrega de correspondências e extravios.

A Prefeitura de Apucarana está mostrando boa vontade em resolver essa questão da numeração. Não é algo fácil, pois exige toda uma readequação por parte do morador de seus endereços cadastrados na Sanepar e Copel, além de outros serviços. No entanto, é um problema que precisa ser enfrentado por toda a comunidade prejudicada. A Prefeitura deve organizar essa situação, orientando os moradores de como proceder a partir de um novo reordenamento oficial. É uma tarefa árdua, mas que pode ser resolvida. Se não houver uma mobilização nesse sentido, o problema tende apenas a piorar. Em relação aos novos loteamentos, espera-se que o ordenamento funcione desde o início, visando evitar esse transtorno. A partir daí, será possível cobrar de forma mais efetiva os Correios, que deixam muito a desejar no serviço prestado na cidade, mas acabam utilizando esse problema como argumento em algumas regiões da cidade.