A alteração do Plano Diretor de Apucarana, realizada em 2014 pela administração municipal, promoveu uma verdadeira revolução na construção civil do município. A verticalização foi privilegiada, a partir da permissão concedida pela Prefeitura para obras de edifícios de grande porte em regiões fora do anel central. Desde então, Apucarana vem assistindo a um aumento considerável de projetos de prédios residenciais, fortalecendo o setor e aumentando também a geração de empregos no município.
A verticalização tem muitos defensores, na medida em que garante densidade populacional a uma determinada região sem a necessidade de novos investimentos em bens públicos que deem suporte a esse aumento de moradores. Novos loteamentos, ao contrário, exigem a construção de escolas, postos de saúde, creches, etc, para atender esses moradores.
A atualização do Plano Diretor em Apucarana tem relação direta com esse fenômeno. A cidade está acompanhando a construção de grandes edifícios em várias regiões nos últimos três anos. Novos empreendimentos estão previstos, aquecendo a construção civil. O setor viveu o seu boom entre 2014 e 2015, com retração em 2016, por conta da grave crise econômica nacional. No entanto, neste ano, a situação voltou a melhorar com o reequilíbrio da economia.
O crescimento desses empreendimentos residenciais é reflexo da demanda reprimida. Havia espaço para o crescimento do setor e a descentralização garantida pelo Plano Diretor foi o estímulo necessário para muitas construtoras investirem na verticalização, lançando edifícios residenciais fora do eixo central, o que antes não era permitido.
Além disso, a nova legislação favoreceu a implantação de áreas comerciais fora do centro, o que estimulou a criação de novos negócios, movimentando várias regiões da cidade.
A verticalização é uma tendência. Segundo construtoras ouvidas pela Tribuna, há ainda um enorme potencial para novos empreendimentos desse tipo.
O fortalecimento da construção civil é fundamental para a economia de Apucarana. Esse setor é um dos principais geradores de empregos. Com o segmento aquecido, o município ganha em todos os sentidos. Além da mão de obra necessária, há um “efeito cascata” no comércio e outros setores. As mudanças no Plano Diretor foram essenciais nesse processo.