O desafio do MPF é conseguir 1,5 milhão de assinaturas em todo o País, número necessário para a criação de um projeto de lei de iniciativa popular, como aconteceu com o Ficha Limpa. Para isso, já criou um site (www.combateacorrupcao.mpf.mp.br/10-medidas), onde explica detalhadamente a campanha, disponibilizou vídeo no Youtube e em outras redes sociais.
As 10 medidas de combate à corrupção que o MPF está propondo são: prevenção à corrupção, transparência e proteção à fonte de informação; criminalização do enriquecimento ilícito de agentes públicos; aumento das penas e crime hediondo para corrupção de altos valores; aumento da eficiência e da justiça dos recursos no processo penal; celeridade nas ações de improbidade administrativa; reforma no sistema de prescrição penal; ajustes nas nulidades penais; responsabilização dos partidos políticos e criminalização do caixa 2; prisão preventiva para evitar a dissipação do dinheiro desviado e recuperação do lucro derivado do crime.
PROCURADOR
Um dos expoentes do movimento é Deltan Dallagnol, procurador que atua como um dos coordenadores da Operação Lava Jato. “Se você, como eu, entende que está na hora de termos uma nova história, participe”, diz ele no vídeo que divulga a campanha. Ele tem 35 anos e foi o segundo procurador mais jovem a entrar no Ministério Público Federal em 2003, quando tinha 23 anos. Fez mestrado em Harvard e dezenas de cursos sobre combate à corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Hoje, Dallagnol comanda uma equipe de outros oito procuradores que destrincham o escândalo do petrolão.
Nas palestras em que divulga as dez medidas de combate à corrupção, ele avisa que o juiz Sérgio Moro e os procuradores e delegados da Lava Jato já assinaram a petição.