Reunidos ontem pela manhã, em Ivaiporã, prefeitos que integram a Associação dos Municípios do Vale do Ivaí (Amuvi) decidiram pelo fechamento total do comércio nos próximos três finais de semana (sábados e domingos), podendo funcionar apenas farmácias de plantão, postos de combustíveis (menos lojas de conveniência) e unidades de saúde, assim como a coleta de lixo.
Também fica proibida a venda de bebidas alcoólicas durante 16 dias (de 29 de maio a 13 de junho) a partir deste sábado por parte de qualquer estabelecimento comercial, inclusive supermercados. Haverá toque de recolher das 20 horas às 5 horas da manhã, conforme decreto assinado pelo governador Ratinho Junior (PSD).
Aulas presenciais nas redes pública e privada, durante este período, ficam por conta da conveniência de cada município e de acordo com decreto estadual que trata do assunto.
A intenção dos prefeitos é barrar o avanço da Covid-19 e reduzir a superlotação dos leitos clínicos, das UTIs e enfermarias dos hospitais de referência do Vale do Ivaí, que são os de Apucarana, Ivaiporã e Jandaia do Sul.
Estiveram presentes na reunião de emergência, realizada no salão nobre da Prefeitura de Ivaiporã, 14 dos 26 prefeitos que integram a Amuvi. A maioria dos faltosos mandou representantes.
Apesar de esta ser uma decisão coletiva, é possível que nem todos os municípios sigam as recomendações na sua íntegra. Cada prefeito vai baixar decreto de acordo com a conveniência de sua cidade. Mas já está certo que a maioria deverá cumprir as medidas, casos de Faxinal e Ivaiporã.
O prefeito de Apucarana, Junior da Femac (PSD), que não participou da reunião, informou através de sua assessoria de comunicação, que vai seguir apenas o decreto do governo do Estado e dois decretos municipais que ele baixou ontem estabelecendo rigor na fiscalização. O prefeito de Jandaia do Sul, Lauro Junior (PSL), que também esteve ausente, disse que vai tomar uma decisão em conjunto com sua equipe. A prefeita de São João do Ivaí, Carla Emerenciano (PSL), disse que votou contra o lockdown, mas que será obrigada a respeitar a decisão da assembleia, conforme foi acordado entre os prefeitos. Quanto à lei seca, disse que poderia adotar a medida pelo menos por uma semana.
Segundo o presidente da Amuvi, prefeito Ylson Cantagallo (PSD), de Faxinal, essas medidas são acima de tudo para salvar vidas. “Procuramos um consenso entre todos os prefeitos para que fosse adotada medida que não prejudicasse o comércio, que já vem saturado com tudo isso que anda acontecendo há mais de ano. Mas temos que ter um equilíbrio entre o comércio e a gente estar protegendo também a nossa população. Por isso, o fechamento do comércio apenas nos finais de semana”, disse Gallo.
Com relação à proibição de venda de bebida alcoólica, Gallo assinala que, apesar de causar polêmica, foi aprovada pela maioria dos presentes. A justificativa dos prefeitos é que, se não houver a chance de consumo, é possível que as pessoas parem de realizar aglomerações e festas clandestinas.