POLÍTICA

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Apucarana pode chegar a 100 mil eleitores para pleito deste ano

Edison Costa

| Edição de 25 de fevereiro de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu início nesta semana a uma campanha nas emissoras de rádio e televisão pedindo para que os eleitores que estão inadimplentes com a Justiça Eleitoral procurem regularizar seu título de eleitor o quanto antes. Para conseguir votar nas eleições deste ano, o eleitor deverá regularizar sua situação no Cartório Eleitoral até o dia 9 de maio.

Imagem ilustrativa da imagem Apucarana pode chegar a 100 mil eleitores para pleito deste ano


“Milhões de brasileiros estão convocados a fazer as suas vozes e corações falarem mais alto pela democracia. Não deixe para a última hora, porque a democracia é feita com a participação de todos”, convoca o vídeo de um minuto do TSE.
Estão impedidos de votar no pleito de outubro deste ano os eleitores que não compareceram para votar e não justificaram votos nas três últimas eleições ou que não compareceram para fazer o recadastramento biométrico nos municípios onde foi implantado este sistema de votação por meio da impressão digital.
Segundo último levantamento do Cartório Eleitoral, somente em Apucarana há mais de 15 mil eleitores em situação irregular. Números mostram que são hoje 89.538 eleitores aptos a votar e 15.317 títulos cancelados. Se até o dia 9 de maio pelo menos 10 mil desses títulos forem regularizados e somando mais os novos alistamentos e transferências de domicílio, Apucarana pode chegar a 100 mil eleitores no pleito de outubro.
Vale lembrar que Apucarana já chegou próximo de ter 100 mil eleitores em 2015, quando foram registrados 97.910 títulos eleitorais cadastrados. No entanto, devido à realização do processo biométrico naquele ano, com muitos eleitores deixando de fazer o recadastramento, o número caiu para 86.832 em 2016.
Para a juíza eleitoral da Comarca de Apucarana, Carolline de Castro Carrijo, é importante que os eleitores inadimplentes regularizem sua situação junto à Justiça Eleitoral e exercitem o direito do voto. Segundo ela, “se a pessoa não está contente com o que está acontecendo no País, não adianta só criticar, tem que interferir no processo político”, destaca. “Quando um eleitor deixa de votar, ele abre oportunidade para que outros interfiram nos rumos do País”, assinala. “Nas redes sociais as pessoas cobram que as leis sejam melhores, mas na hora de votar e colaborar, muitos se abstêm”, diz. “Quando exercemos nosso direito de voto, podemos influenciar positivamente nos rumos do País”, assinala.
Além disso, lembra a magistrada, o eleitor que tem o título cancelado sofre uma série de restrições na sua vida particular e profissional. Ele não pode tirar passaporte, não pode participar de concursos públicos, não pode obter empréstimos em instituições financeiras públicas como Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, entre outras, e renovar matrícula em estabelecimentos oficiais de ensino.

JOVEM ELEITOR
Para a juíza da 28ª Zona Eleitoral de Apucarana é importante também que os jovens com 16 anos de idade tirem o seu título de eleitor e exerçam a cidadania, comparecendo para votar no pleito do dia 7 de outubro deste ano. Carolline Carrijo observa que o jovem tem muita informação hoje do que está acontecendo no País, além de ter uma consciência crítica sobre os acontecimentos na esfera política. Sendo assim, eles podem participar do processo político eleitoral e colaborar na promoção das mudanças que o País precisa ter. “Nosso maior instrumento para mudar os rumos deste país é o voto”, afirma a juíza.