POLÍTICA

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Apucarana tem seis pré-candidatos a prefeito para as eleições de 2020

Edison Costa

| Edição de 27 de outubro de 2019 | Atualizado em 28 de outubro de 2019

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No dia 4 de outubro do ano que vem, os eleitores de Apucarana voltarão às urnas para eleger prefeito, vice e os 11 vereadores que comporão a Câmara Municipal. Faltando menos de um ano para a data da eleição, o cenário político já começa a se desenhar para a disputa do cargo de prefeito, embora os pré-concorrentes ainda estejam em fase de análise do que poderá acontecer até outubro do ano que vem e discutindo os rumos da eleição dentro dos seus partidos ou grupos partidários.

Nos bastidores políticos, o que se sabe é que a cidade tem hoje pelo menos seis pré-candidatos a prefeito e outros cinco que têm seus nomes cogitados, porém não se declaram como pré-candidatos.

Os nomes mais evidência para disputar o cargo de prefeito, hoje, são o atual prefeito Junior da Femac (PDT), que deverá concorrer à reeleição, o empresário Aldivino Marques da Cruz Neto (PSC), o Val da Gráfica, a consultora de marketing Carolina Scarpelini (DEM), o médico veterinário André Romagnoli (sem partido), o ex-prefeito João Carlos de Oliveira (PTB) e o vereador Rodolfo Mota (PSD).
Também são prefeituráveis, porém não se declaram como pré-candidatos o vereador e ex-presidente da Câmara, Mauro Bertoli (DEM), seu irmão o empresário Luiz Bertoli (DEM), o vereador Lucas Leugi (Rede) e o empresário Sérgio do Cristma (hoje sem partido).

JUNIOR DA FEMAC (PDT)

Como atual prefeito de Apucarana e tendo assumido o cargo na condição de vice do ex-prefeito Beto Preto (PSD), que agora é secretário estadual da Saúde, Junior da Femac é candidato natural à reeleição. No entanto, ele assinala que não é pré-candidato de si mesmo, porque o grupo tem um líder, que é o Beto Preto, por quem passam todas as decisões.

“O que eu posso dizer no momento é que eu sou um guardião dos votos recebidos pelo dr. Beto Preto e estou dando continuidade ao plano de governo da gestão Beto Preto iniciada lá em 2013”, frisa Junior da Femac. “Hoje, dentro do grupo do Beto Preto, naturalmente meu nome surge como pré-candidato a prefeito, porém a preocupação minha e da equipe é fazer o melhor para Apucarana”, assinala.

 

VAL DA GRÁFICA (PSC)

O empresário Aldivino Marques da Cruz Neto (PSC), o Val da Gráfica, é um dos pré-candidatos a prefeito nas eleições do ano que vem. Ele tem forte ligação amigável e política com o governador Ratinho Junior (PSD), o que não deixa de ser um grande trunfo para concorrer à Prefeitura. A reportagem da Tribuna, no entanto, não conseguiu contato com Val para confirmar se ele está mesmo disposto a entrar na disputa como candidato a prefeito.

Val da Gráfica foi vereador no mandato de 2001 a 2004 e, por duas vezes, foi candidato a deputado estadual, obtendo excelente votação.

 CAROLINA SCARPELINI (DEM)

A consultora de marketing e propaganda Carolina Scarpelini, filha do ex-prefeito Carlos Scarpellini e da ex-vereadora Lucimar Scarpellini, confirma que é pré-candidata a prefeita nas eleições do ano que vem e que já vem trabalhando para isso junto às lideranças partidárias e políticas da cidade.

Atualmente filiada ao DEM, ela admite que poderá disputar a Prefeitura pelo Podemos, partido que hoje é comandado pela sua mãe Lucimar Scarpelini.

Carolina foi candidata a vereadora em 2016 e obteve 1.288 votos, sendo a mais votada entre as mulheres. “A contribuição que posso dar para Apucarana é bem maior que através de uma vereança”, diz ela, justificando por que é candidata a prefeita.

 
ANDRÉ ROMAGNOLI (sem partido)

O médico veterinário André Romagnoli (sem partido) pretende disputar a Prefeitura de Apucarana em 2020. Ele nunca disputou um cargo político, mas diz que desta vez está na hora de entrar no páreo.

Como médico veterinário, Romagnoli tem trabalhado há 25 anos nas áreas de saúde pública e extensão rural nos municípios de Califórnia, Cambira, Marilândia do Sul e Novo Itacolomi. É membro do grupo Cristãos Pelo Brasil, que tem combatido sistematicamente a corrupção no País e defendido a operação Lava Jato e as medidas de combate à corrupção implementadas pelo ex-juiz federal e hoje ministro da Justiça, Sérgio Moro. Ele se apresenta como uma alternativa para os eleitores.

 JOÃO CARLOS (PTB)

O ex-prefeito de Apucarana, João Carlos de Oliveira (PTB), diz que como presidente do partido e uma das lideranças do grupo de oposição, é naturalmente um dos pré-candidatos a prefeito. No entanto, ele diz que está fazendo um trabalho no sentido de a oposição definir um candidato forte e de consenso para a disputa da Prefeitura em 2020. Nós temos vários nomes cogitados dentro do grupo que estão em estudos e abro mão em favor de qualquer um que o grupo decidir”, declara.

João Carlos foi vereador por dois mandatos, presidente da Câmara e prefeito de 2009 a 2012.

 RODOLFO MOTA (PSD)

O advogado e vereador Rodolfo Mota da Silva (PSD) confirma que é pré-candidato a prefeito e que já vem trabalhando para isso. Ele foi o vereador eleito mais votado no pleito de 2016, obtendo 3.565 votos, a maior votação dada a um vereador em Apucarana

Naquela ocasião, Rodolfo Mota pertencia ao grupo político de Beto Preto e até trabalhou na assessoria jurídica na primeira gestão do ex-prefeito, porém hoje está fora em virtude de suas posições como vereador na Câmara.

Mota diz que vem conversando com as lideranças políticas, empresariais, de bairros e dos segmentos organizados para ouvir os anseios da sociedade. “Queremos construir um projeto de desenvolvimento de Apucarana, já pensando para daqui há 50 anos, não apenas para uma eleição”, afirma.



Outros nomes são lembrados para a disputa eleitoral

 Apucarana tem ainda outros nomes lembrados para disputar as eleições de prefeito, porém descartam esta possibilidade.
Mauro Bertoli (DEM), que está no seu quinto mandato de vereador, observa que em todas as eleições seu nome é cobrado pela sociedade para ser candidato a prefeito pela sua experiência política e administrativa.
Apesar disso, ele salienta que no momento está caminhando e vai continuar caminhando junto com o grupo do prefeito Junior da Femac e do ex-prefeito e hoje secretário estadual da Saúde, Beto Preto.
Assim como ele, também seu irmão Luiz Bertoli (DEM) é sempre lembrado para ser candidato a prefeito ou a vice. No entanto, Luiz Bertoli não tem se manifestado publicamente sobre a sua intenção de concorrer a um cargo eletivo.
O vereador Lucas Leugi (Rede), que está no seu primeiro mandato como vereador, não esconde sua vontade de concorrer à Prefeitura. E afirma que tem recebido convite inclusive de um outro partido, que lhe ofereceu vaga como candidato. No entanto, tem conversado muito sobre isso com seus eleitores e com as pessoas que o aconselham politicamente. Qualquer decisão dependeria também dos seus eleitores.
A princípio, ele descarta ser candidato a prefeito em 2020. “Eu faço parte de um grupo político onde muitas vezes fui preterido, mas a lealdade sobrepõe a tudo. Lealdade é um dos princípios basilares da política”, diz Leugi, 
O presidente da Câmara, Luciano Molina (Rede), diz que não pretende e não tem vontade de concorrer ao cargo de prefeito. “Estou num grupo político onde o prefeito Junior da Femac está indo muito bem. Apucarana é um ponto fora da curva em relação a outros municípios neste País”, comenta. Molina admite, no entanto, que seu nome está à disposição para ser candidato a vice, desde que haja consenso dentro do grupo.
O empresário Sérgio Luiz Bolonhezi (hoje sem partido), o Sérgio do Cristma, que foi derrotado na eleição passada, diz que não sabe ainda se volta a disputar a Prefeitura em 2020. “Este é um assunto que vou analisar de forma criteriosa somente no início do ano”, afirma.