Lima, considerado um estrategista na Operação Lava Jato em Curitiba, não faz mais parte da força tarefa. Ele pediu afastamento na semana passada para se dedicar exclusivamente às atribuições que tem na Procuradoria Regional da República da 3ª Região, que atua no Tribunal Regional Federal de São Paulo.
A saída da força-tarefa, que ainda não foi publicada em Diário Oficial, seria parte de uma decisão relacionada à aposentadoria que Santos Lima pediu. Ele deve se aposentar no início do ano que vem. “Após quatro anos e seis meses na operação Lava Jato e me aproximando da aposentadoria aos quarenta anos de serviço público, tomei a iniciativa de pedir meu afastamento das investigações. Fiz isso por entender necessário preceder minha aposentadoria desse distanciamento ético, pois foi assim que sempre procedi em minha vida profissional”, disse o procurador em manifestação no Facebook.
Ele também disse que vai sentir falta dos colegas da Lava Jato. “Sentirei falta de meus companheiros dessa jornada, pois somos uma família, uma fraternidade que permaneceu unida no propósito de promover justiça, mesmo nos momentos mais difíceis. E como em uma família, houve a compreensão dos meus motivos e apoio à minha decisão”, afirmou.
O procurador, de 54 anos, participou da Lava Jato desde o início, em março de 2014. A experiência em acordos de delação premiada também fazia com que ocupasse o papel de negociador de colaborações.
Segundo a assessoria do Ministério Público Federal, Carlos Fernando dos Santos Lima será substituído na força-tarefa, mas o nome do procurador que vai assumir a vaga ainda não foi confirmado.
Carlos Fernando Lima tem suas raízes em Apucarana, onde nasceu e passou boa parte de sua infância. Ele é filho do ex-vice-prefeito de Apucarana e ex-promotor de Justiça Osvaldo dos Santos Lima, que também foi deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa em 1973, representando o município e a região.