A Prefeitura de Arapongas deu início nos últimos dias a um amplo estudo sobre a verdadeira situação da Companhia de Desenvolvimento de Arapongas (Codar). Este diagnóstico está sendo feito no sentido de se achar uma solução para a companhia, que está endividada e enfrenta graves problemas financeiros. Dependendo do resultado, a companhia poderá continuar funcionando ou ter suas atividades encerradas.
Enquanto isso, algumas medidas internas estão sendo tomadas no sentido de garantir pelo menos provisoriamente a sua sobrevivência, de maneira a atender às necessidades urgentes do município. Treze servidores que trabalhavam pelo regime de emprego público INSS/FGTS foram demitidos e outros que haviam sido exonerados na gestão passada não foram recontratados.
Segundo o atual presidente da Codar, David Oliveira Ribeiro, ocorre que a gestão anterior fez um inchaço no quadro de pessoal da companhia. Em janeiro havia 120 funcionários. Dois morreram e um deixou a empresa, ficando 117. Mesmo assim, conforme assinala, é muita gente empregada. “Para atender aos seus objetivos a Codar não precisa de mais do que 75 pessoas”, afirma David Ribeiro.
Ribeiro observa que em 2015 a Codar fez um concurso público e em abril e maio de 2016 fez as nomeações de 44 aprovados, ou seja, cinco e seis meses antes das eleições municipais. Com isso, a gestão anterior ampliou as tarefas da companhia, que teria que assumir a coleta seletiva do lixo e a manutenção do sistema de iluminação pública, o que não é de sua competência. Conforme assinala, esta tarefa, inclusive, foi barrada pela Justiça e, por conta disso, o quadro de funcionários ficou mais inchado ainda.
“Hoje só a folha de pagamento da Codar absorve 63% do seu faturamento mensal. O custo de sua manutenção é muito alto, o que encarece os serviços prestados ao município”, diz David Ribeiro.
De acordo com o atual presidente, a Codar tem uma dívida hoje de aproximadamente R$ 1,2 milhão, fora outros problemas de natureza tributária e patrimonial, como veículos e máquinas deixados em situação inservível.
“Nossa proposta é esta. Ou a Codar funciona dando lucro, ou será fechada de uma vez”, afirma o prefeito Sérgio Onofre da Silva (PSC). Ele assinala que, apesar de ser uma empresa de economia mista, quem arca com o seu custo é o Município, que é o maior acionista. “O Município de Arapongas não pode bancar seus prejuízos”, acrescenta o prefeito.
Sérgio Onofre destaca que, do jeito que está hoje, a Codar é completamente inviável. Tanto que já teve até as suas contas reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR).