O prefeito de Ariranha do Ivaí, Augusto Aparecido Cicatto (PT), informou em entrevista à Tribuna nesta semana que vai construir moradias para famílias carentes do município com recursos próprios da Prefeitura. A ideia inicial é construir pelo menos 20 casas no mandato. Ele também falou sobre as dificuldades e as expectativas de governo para os próximos quatro anos.
Cicatto é dos um dos 10 prefeitos eleitos do Partido dos Trabalhadores no Paraná, e o único do Vale do Ivaí. “A nossa administração é apartidária. Estamos somando com todos os partidos que queiram o bem do nosso município”, assinala Cicatto.
Segundo Cicatto, a opção da atual administração é pelas pessoas com maiores dificuldades financeiras. “É logico que vamos procurar atender a todos dentro daquilo que é possível, mas na necessidade a prioridade é para o mais carente”. Exemplo disso é o programa “Morando Bem”, que está sendo criado pela Prefeitura. “Serão casas de 42 metros quadrados, em alvenaria, com banheiro, pintada, bonitinha, para dar dignidade para as famílias”, relata Cicatto.
O prefeito explica que a Prefeitura já tem os terrenos e a construção será de casas pré-montadas. “Em média cada moradia vai custar R$ 15 mil. A ideia é entregar pelo menos uma casinha a cada dois meses. É o primeiro passo, mas também estaremos pleiteando recursos junto ao Governo do Estado e Governo Federal para a construção de outras moradias”, comenta Cicatto.
O prefeito, que é servidor público e foi vice-prefeito em duas gestões (2005/2008 e 2009/2012), acredita que apesar das dificuldades financeiras do País é possível uma boa gestão. “Com uma boa gestão é possível fazer mais com menos. Eu tenho pedido aos secretários que equilibrem a conta, sem desperdícios e atendendo da melhor maneira possível a população”, enfatiza Cicatto.
PEQUENAS CIDADES
Recentemente, o Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) apresentou um estudo que a população seria muito melhor atendida pelos serviços públicos básicos se habitasse municípios com uma base econômica mais diversificada e fontes sólidas de receita própria. Augusto Cicatto, discorda. “Pergunte a qualquer cidadão de Ariranha do Ivaí ou de algum desses municípios pequenos se eles querem voltar a pertencer ao município mãe. Com certeza, a resposta é não. Apesar das dificuldades, com a emancipação política melhorou muito a vida da população, tanto na saúde, como na educação e estradas rurais”, comenta.
O estudo do TCE-PR mostra que na variável “viabilidade econômica” nos gastos com educação e saúde há um ganho na prestação de serviço - quanto maior a população, menor é o custo de atendimento unitário. “Se fizer simplesmente essa conta, até se tem a percepção de inviabilidade. Mas o que o município está produzindo para o País?”. Para o prefeito a conta é diferente. “Nós somos um município pequeno com base na agricultura. Se transformarmos a produção primária, o quanto ela vira em riqueza para o País? Acredito, sim, que os pequenos municípios são viáveis e é o que garante a permanência das pessoas morando no campo”, assinala Cicatto.
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