O ex-presidente da Câmara dos Deputados e responsável por colocar em votação o processo de impeachment de Dilma Rousseff (PT), Eduardo Cunha (PMDB), completou ontem um ano de prisão.
Cunha foi preso em Brasília por ordem de do juiz Sérgio Moro em outubro de 2016. Segundo o juiz, a liberdade do ex-parlamentar “representava risco à ordem pública” e havia “possibilidade concreta de fuga”.
Em março deste ano, o ex-deputado foi condenado a 15 anos e quatro meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão fraudulenta de divisas.
Pouco antes da condenação, Cunha disse em depoimento a Moro ter um aneurisma e afirmou que os presos da Lava Jato correm “risco” nos presídios.
No Complexo Médico Penal, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, onde está preso, Cunha foi integrado à equipe de presidiários que distribui as marmitas, incluindo o café da manhã, que começa às 6h. Segundo a Lei de Execução Penal, a cada três dias trabalhados, o detento abate um dia de pena. Apesar de tratado com reverência pelos detidos na Lava Jato, o ex-parlamentar é tido como o mais frio dos presos que já passaram pelo presídio.
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