POLÍTICA

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Atentado contra prefeita poderá ir a julgamento

Edison Costa

| Edição de 05 de novembro de 2015 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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O juiz Gabriel Leão de Oliveira, da Vara Criminal da Comarca de Marilândia do Sul, proferiu sentença de “Pronúncia”, determinando que os réus Luís Roberto Woidela e Marcelo Garcia Kanopf, acusados do atentado contra a prefeita de Califórnia, Ana Lúcia Mazeto Gomes (PSDB), sejam levados a julgamento pelo Tribunal do Júri da Comarca.

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A sentença foi publicada na edição de anteontem do Diário Oficial do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJ-PR). No processo, o juiz entendeu que há indícios de autoria e materialidade contra ambos. Como eles estão em liberdade, o juiz também concedeu o direito de recorrerem em liberdade. A defesa poderá fazer isso dentro de cinco dias a partir da publicação da sentença, apresentando um recurso de sentido estrito contra a sentença junto ao Tribunal de Justiça, que poderá acatar ou não.

O atentado contra a então prefeita eleita Ana Lúcia ocorreu em novembro de 2012 depois de ela ter sido eleita. Naquela ocasião, conforme fatos divulgados na época, ela teria sido alvejada por vários disparos de arma de fogo por um motoqueiro, quando chegava ao prédio da Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), porém saiu ilesa. O suposto atirador teria sido Marcelo Kanopf.

O contador da Prefeitura, Luís Woidela, foi acusado de ser o mandante do atentado e chegou a ficar preso por seis meses por conta do processo criminal.

O advogado João Batista Cardoso, que atua como assistente de acusação, diz que a partir de agora, passada a fase de instrução, ele terá participação integralmente dedicada a esta nova fase processual perante a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná. Até então, a assistência de acusação ficou por conta dos advogados Fernanda Feguri e Paulo Martins.

“Vamos apresentar os memoriais e fazer a sustentação oral”, afirma. Cabe ao assistente de acusação auxiliar o Ministério Público no processo. “Mas vamos fazer isso de forma independente. “Esperamos que esta sentença de pronúncia venha a ser integralmente confirmada e os réus levados ao Tribunal do Júri onde também vamos atuar”, diz João Batista.

RECURSO

O advogado de defesa Gerôncio Taborda Rocha Júnior disse ontem que vai recorrer da sentença. Segundo ele, primeiro porque não houve crime algum conforme ficou constatado na reconstituição, “foi tudo armação”. “Como uma pessoa teria intenção de matar alguém dando quatro tiros nos pés?”, questiona.

Segundo ele, a promotoria também está completamente equivocada na sua denúncia. Ele assinala que ficou provado que os réus, conforme consta dos celulares, não estavam em Califórnia quando dos supostos atos contra a prefeita. “Não tem fundamento a sentença do juiz, com certeza vamos recorrer”, disse.

Além da ação criminal, Woidela responde a ação civil pública por improbidade administrativa por supostos atos irregulares cometidos na Prefeitura na condição de contador.