POLÍTICA

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Atos "Fora Dilma" podem crescer

Folhapress

| Edição de 31 de outubro de 2015 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Os integrantes do grupo Aliança Nacional dos Movimentos Democráticos, que se acorrentaram a uma das pilastras do Salão Verde da Câmara dos Deputados na última quarta-feira, em um ato simbólico pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), e estão acampados no local desde então, devem receber reforços na próxima semana.

Imagem ilustrativa da imagem Atos "Fora Dilma" podem crescer

O grupo, que hoje conta com 14 pessoas que se revezam na vigília pró-impeachment, vai ganhar a adesão de pelo outras 15 entre segunda e terça-feira da semana que vem. Também nestes dias, os manifestantes acampados do lado de fora do Congresso, do MBL (Movimento Brasil Livre), devem receber mais apoio ao movimento que pede a saída de Dilma do cargo.

Apesar do feriado do dia do servidor público, comemorado na última quarta, mas transferido para esta sexta, e do Congresso escuro, do tempo chuvoso e fresco em Brasília, nenhum dos dois grupos desistiu das ações.

Ambas as instalações contra a petista foram autorizadas pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acusado de corrupção e lavagem de dinheiro e suspeito de esconder contas na Suíça. A postura, no caso dos acampados no gramado em frente ao Congresso, vai de encontro a uma norma conjunta da Câmara e do Senado de 2001 que proíbe qualquer tipo de instalação no local.

Cunha disse que permitiria movimentos similares de qualquer tipo de manifestante, desde que a ordem pública não fosse colocada em xeque. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), cogitou a remoção dos manifestantes do local na última quarta, quando houve confusão com a chegada de um grupo do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto). Para evitar mal estar com Cunha, contudo, Renan foi demovido da ideia por aliados.

Os manifestantes têm recebido doações de alimentos de apoiadores dos movimentos. O grupo da "ocupação", como gostam de ser chamadas as pessoas que estão do lado de dentro da Câmara, rechaçaram a ideia de estarem sendo beneficiadas para estarem dormindo no carpete verde do Salão Verde.