POLÍTICA

min de leitura - #

Barros diz que ‘CPI é um circo’ visando desgastar o governo

DA REDAÇÃO

| Edição de 14 de agosto de 2021 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

Fique por dentro do que acontece em Apucarana, Arapongas e região, assine a Tribuna do Norte.

O líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), declarou ontem que vai prestar depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid “quantas vezes o colegiado quiser”, mas destacou que vai dizer o que pensa quando convocado. Em entrevista à CNN Brasil, Barros voltou a criticar a comissão, classificando-a como um “circo que tenta desgastar o governo”. Em sua avaliação, antes da reunião desta quinta-feira, 12, ser suspensa, ele estava dando um “show” e “ganhando de 10 a 0” da CPI.

O líder declarou que não vê diferença em ser chamado novamente à CPI como convocado. Segundo ele, ser chamado para depor como convocado ou indiciado não vai mudar a narrativa de seu discurso. No entanto, Barros voltou a ressaltar que a imunidade parlamentar lhe confere o direito de expressar sua opinião para falar o que pensa sobre o colegiado.
Barros analisa que, até o momento, a CPI não mostrou nenhuma prova consistente de acusação contra ele. Como líder do governo na Câmara, ele reforçou que vai à comissão para “defender o governo”, mas negou qualquer relação com fraudes. “O combate à corrupção está no DNA do governo Bolsonaro”, e emendou: “Não tenho medo nenhum da CPI”.
Sobre a acusação de que empresas estariam se afastando do Brasil por causa dos trabalhos da comissão, Barros declarou que “cada um tem sua responsabilidade” e manteve a posição de sua oitiva. “Estou absolutamente correto e não aceito essas ilações”, disse. O parlamentar voltou a afirmar que empresas como a farmacêutica chinesa CanSino estariam se afastando do País, alegando que a falta de um representante legal para a empresa atuar no País seria um sinal de seu desinteresse.
“Vamos à realidade, se eles têm interesse eles deveriam ter representante no Brasil”, afirmou Barros. O parlamentar reforçou as acusações contra o colegiado, dizendo que a CPI “não pode fazer de conta que toda essa confusão não afastou as pessoas” e avaliou que os senadores “se irritaram porque não conseguiram manter a narrativa falsa”.
“É por isso que eles (senadores) não se deram bem comigo. Porque eu não permiti que as coisas acontecessem dessa forma.
Nesta quinta-feira, ao jornal Valor Econômico, o vice-presidente de Negócios Internacionais da CanSino, Pierre Morgon, rebateu as declarações de Barros, e disse que decidiu trocar a empresa representante do laboratório no Brasil por questões de compliance e que segue interessado em vender sua vacina contra a covid-19 para o Ministério da Saúde. Morgon afirmou que os chineses seguem em busca de um representante “confiável”.