A Câmara de Vereadores de Apucarana realizou sessão ordinária, na terça-feira à noite, com princípio de tumulto por causa da presença de um grupo de pessoas que compareceu ao Legislativo para comemorar a decisão judicial, por intermédio de liminar, que mantém em 11 o número de vereadores para o próximo mandato. Manifestantes também levaram cartazes insistindo na redução dos subsídios. Fogos de artifício foram queimados antes da sessão.
O momento ficou tenso quando o vereador Luiz Cordeiro Magalhães Filho (PRB) tentou usar da palavra e era interrompido por um dos manifestantes. Bastante irritado, Magalhães chamou este manifestante de “quadrilheiro e vagabundo”, reclamando que um grupo de pessoas tem ido sistematicamente à Câmara apenas para ofender os vereadores, chamando-os de vagabundos.
“Eu não vou suportar o acinte de vagabundo, de quem é quadrilheiro, chefe de quadrilha”, disse Magalhães, acusando o manifestante de bandido, “que usa rádio da polícia para servir traficante”.
Magalhães exigiu do presidente da Câmara, José Airton Deco de Araújo (PR), que retirasse o manifestante do recinto do Legislativo, usando da sua autoridade como dirigente da Casa.
Deco acatou o pedido e solicitou à Guarda Municipal que conduzisse o manifestante para fora da Câmara, o que foi feito sem nenhuma resistência. “Essa pessoa sempre vem à Câmara para desrespeitar os vereadores”, reforçou Deco. O manifestante foi aconselhado por um amigo a não dar declarações à imprensa.
‘ANALFABETO, NÃO’
Outro vereador, Gilberto Cordeiro de Lima (PMN), reclamou de um ex-prefeito ter postado nas redes sociais que ele é analfabeto. “Eu não costumo retrucar quem fala mal de mim, porque isso faz parte da democracia, mas ofender não”, declarou. “Quem me chama de analfabeto não sabe dos meus estudos. E se estou aqui na Câmara é porque as pessoas gostam de mim”, acrescentou.