POLÍTICA

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Beto Preto é citado como nome ao Senado para fazer frente a Moro

Claudemir hauptmann

| Edição de 13 de junho de 2022 | Atualizado em 13 de junho de 2022
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O ex-prefeito de Apucarana e ex-secretário de Estado da Saúde, Beto Preto (PSD), apareceu em uma lista de nomes que se destacam na cena política do Estado do Paraná e que tem potencial político suficiente para complicar os planos e o próprio futuro do ex-juiz da Lava Jato e ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro. A lista foi apresentada em artigo de um dos mais renomados colunistas políticos do país, Lauro Jardim, de O Globo, que também fez carreira na revista Veja.

Na coluna publicada no jornal na sexta-feira (11) e replicada em todas as mídias digitais do próprio jornal e do colunista, Lauro Jardim citou os três ex-secretários de estado no Paraná que podem “atrapalhar” os planos de Moro caso ele insista em candidatar-se ao Senado.

Jardim escreve que “Se mantiver a ambição de se tornar Senador pelo Paraná, Moro precisará de papel, caneta e o traquejo político do qual já mostrou prescindir. Com os dois primeiros apetrechos, poderá rascunhar desde já uma extensa lista de concorrentes. E, com o último item, precisará driblar as numerosas figuras paranaenses que miram a mesma cadeira”.

O colunista explica que o União Brasil apoia a reeleição do governador Ratinho Júnior, o que põe, de início, três adversários de peso às pretensões de Moro. “A lista de nomes para o Senado, aos quais o governador é simpático, inclui os ex-secretários Beto Preto (Saúde), Sandro Alex (Infraestrutura) – filiados ao PSD de Ratinho Jr. – e Guto Silva (Casa Civil), do PP, considerado favorito”, escreveu Jardim.

O colunista destaca, que há, ainda, a equação nacional, que colocaria uma quarta ameaça ao ex-juiz. O colunista se refere ao presidente Jair Bolsonaro, “de quem Moro se tornou inimigo político”. Jardim informa que o presidente negocia a inclusão de um indicado na chapa de Ratinho Jr., justamente para a vaga ao Senado, pretendida por Moro. Bolsonaro, diz o colunista, tem como escolhido o deputado federal Paulo Martins, do PL, a mesma sigla do presidente.

“Logo, o União Brasil dificilmente emplaca Moro como senador, se desembarcar do grupo de Ratinho. Assim, o cálculo iria parar nas mãos de Luciano Bivar (e de Gilberto Kassab, no partido do governador)”, analisa Jardim. Segundo ele, “Os caciques, é claro, não tem interesse em incensar o neófito na política”, referindo-se a Moro em suas dificuldades de articulação política no Paraná.

Por fim, Jardim ainda cita o senador Álvaro Dias, “que lidera as pesquisas e se mantinha próximo a Moro até a desfiliação do Podemos”. De acordo com o colunista, na assessoria do senador, o clima seria de apreensão e torcida contra Moro. Jardim diz que “agem para que o outrora aliado persiga a eleição como deputado”.

Nesse caso, da eventualidade de Moro sair candidato a deputado federal, embora o colunista não tenha citado, Beto Preto pode voltar a ser uma pedra no sapato. Caso não seja ele o escolhido de Ratinho Júnior para o Senado, Beto Preto deve ser candidato a deputado federal.