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Beto Richa e mais doze viram réus na Operação Rádio Patrulha

Editoria de Política

| Edição de 01 de novembro de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O ex-governador Beto Richa (PSDB), seu irmão José Richa Filho (Pepe Richa), e outros 11 investigados viraram réus na Operação Rádio Patrulha, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). O juiz Fernando Bardelli Silva Fischer, da 13ª Vara Criminal de Curitiba, aceitou a denúncia do Ministério Público do Paraná (MP-PR) na terça-feira. Richa virou réu por por corrupção passiva e fraude a licitação.
A operação investiga um esquema de propina para desvio de dinheiro por meio de licitações no programa “Patrulha do Campo”, para recuperação de estradas rurais do Estado.
Beto Richa foi preso na operação em 11 de setembro. Após habeas corpus concedido pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ele foi solto, quatro dias depois.
Na aceitação da denúncia, o juiz afirma que entre as principais provas contra Richa está uma gravação em que ele trata de assuntos relacionados ao atraso do pagamento de propina com o delator Tony Garcia.
Além disso, a decisão indica que outras provas são a autorização da licitação do programa e a realização de aditivos, diversas menções ao ex-governador em conversas de outros réus e o fato “dos eventuais delitos terem sido praticados sob a estrutura do seu governo”.
Segundo o MP, empresários e pessoas ligadas a eles ofereciam dinh eiro em troca de atos de ofício por parte de agentes públicos para vencerem as licitações. As defesas de Beto Richa e Pepe Richa disseram que eles só vão se manifestar no processo.