POLÍTICA

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Bolsonaro afirma, sem provas, que sistema eleitoral é passível de fraudes

DA REDAÇÃO

| Edição de 11 de novembro de 2020 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O presidente Jair Bolsonaro voltou a colocar o sistema eleitoral brasileiro em xeque ontem. Em evento do governo sobre o setor de turismo, o chefe do Executivo disse que o sistema é “passível de fraudes”. Na semana passada, Bolsonaro defendeu a volta do voto impresso em 2022.

“Não temos sistema sólido de votação no Brasil, que é passível de fraude sim, que tudo pode mudar no futuro com fraude. Eu entendo que só me elegi como presidente porque tive muito voto e não gastei nada não. Foram R$ 2 milhões arrecadados por vaquinha”, disse. Em março deste ano, Bolsonaro chegou a afirmar que tinha provas de que teria vencido as eleições presidenciais no primeiro turno em 2018. Desde então, contudo, não apresentou evidências disso.
Em desabafo e sem entrar em detalhes, Bolsonaro afirmou que, durante a pandemia da covid-19, foi impedido de tomar certas decisões que como chefe de Estado eleito deveria ter feito.
“O que faltou para nós não foi um líder, faltou deixar o líder trabalhar, eu fui eleito para isso. Imagina se tivesse o (Fernando) Haddad no meu lugar. Ou tivesse o governador de São Paulo (João Doria) no meu lugar. Como é que estaria o Brasil? Que desgraça estaria esse País, semelhante aqui ao sul na Argentina onde fecharam tudo”, afirmou.

“PAÍS DE MARICAS”
Com o mundo vivendo sob a sombra de uma segunda onda da pandemia de covid-19, o presidente Jair Bolsonaro disse ainda que o Brasil “tem que deixar de ser um país de maricas” e enfrentar a doença.
“Tudo agora é pandemia, tem que acabar com esse negócio, pô. Lamento os mortos, lamento. Todos nós vamos morrer um dia, aqui todo mundo vai morrer. Não adianta fugir disso, fugir da realidade. Tem que deixar de ser um país de maricas”, disse.
No Brasil, 5,675 milhões de pessoas foram contaminadas pelo novo coronavírus, e 162,6 mil pessoas morreram em decorrência da doença. (ESTADÃO CONTEÚDO)