POLÍTICA

min de leitura - #

Bolsonaro assina hoje decreto da posse de armas

Folhapress

| Edição de 14 de janeiro de 2019 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

Fique por dentro do que acontece em Apucarana, Arapongas e região, assine a Tribuna do Norte.


O presidente Jair Bolsonaro (PSL) prevê assinar na manhã desta terça-feira o decreto que flexibiliza a posse de armas no Brasil.
De acordo com a assessoria da Casa Civil, o texto será publicado em edição extra do Diário Oficial da União desta terça. A assinatura será feita em cerimônia no Palácio do Planalto por Bolsonaro e que contará com a presença de ministros e de integrantes da bancada da bala.

Imagem ilustrativa da imagem Bolsonaro assina hoje decreto da posse de armas


Segundo relatos feitos à reportagem, o texto estava em fase final de aprovação técnica desde a tarde da última sexta-feira. A flexibilização do porte de armas é uma promessa de campanha de Bolsonaro. Poucos dias antes de assumir a presidência, ele usou as redes sociais para informar que usaria um decreto para modificar as regras.
Entre os pontos que o texto deve alterar estão o período exigido para renovação da posse e a discricionariedade. A ideia é ampliar de 5 para 10 anos a validade e retirar a exigência de autorização feita por um delegado da Polícia Federal. A posse de armas atualmente no Brasil é regulamentada pela lei federal 10.826, de 2003, conhecida como o Estatuto do Desarmamento.
De acordo com ela, são necessárias algumas condições para que um cidadão tenha uma arma em casa, como por exemplo ser maior de 25 anos, ter ocupação lícita e residência certa, não ter sido condenado ou responder a inquérito ou processo criminal, comprovar a capacidade técnica e psicológica para o uso do equipamento e declarar a efetiva necessidade da arma.
Hoje a declaração de necessidade é feita pela Polícia Federal, que pode recusar o registro se entender que não há motivos de posse para o solicitante. Segundo especialistas, uma pessoa que mora em um local ermo, afastado de delegacias e batalhões de polícia, ou alguém ameaçado, por exemplo, tem mais chances de conseguir a autorização. O rigor com a comprovação da necessidade também pode variar de acordo com o estado e a cultura local. (FOLHAPRESS).