POLÍTICA

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Bolsonaro confirma no Paraná nova ponte ligando ao Paraguai

Agência Est. de Notícias

| Edição de 27 de fevereiro de 2019 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A importância estratégica da Itaipu Binacional para o desenvolvimento do Paraná e do Brasil foi destacada pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) e o governador em exercício Darci Piana (PSD) ontem, em Foz do Iguaçu, na posse do novo diretor-geral brasileiro da empresa binacional, Joaquim Silva e Luna. O presidente do Paraguai, Mário Abdo Benítez, prestigiou a solenidade em Foz do Iguaçu.

Imagem ilustrativa da imagem Bolsonaro confirma no Paraná nova ponte ligando ao Paraguai


Bolsonaro confirmou a construção da segunda ponte ligando o Brasil ao Paraguai, sobre o Rio Paraná, em Foz. O investimento foi autorizado em dezembro do ano passado e a proposta é que ela seja bancada por Itaipu. “A segunda ponte sobre o rio Paraná, bem como sobre o rio Paraguai, é de fundamental importância para os nossos povos. Conte com o apoio do nosso governo para concretizarmos esse objetivo”, afirmou Bolsonaro, na solenidade.
Ele disse que a parceria entre Brasil e Paraguai, pelo Paraná, possibilitará a construção da nova ponte, novos eixos comerciais e que a nova direção da Itaipu está compromissada com o desenvolvimento econômico do País. “Esse momento tem um simbolismo de extrema importância. Atualmente, o país que não tem energia está fadado ao insucesso. Nós devemos procurar outras fontes e preservar e administrar as que temos. Vamos ter produtividade ampliada para o bem dos brasileiros e dos paraguaios”, afirmou.

ECONÔMICO 
O papel da cooperação entre a binacional, o Governo do Estado e o setor produtivo foi definido pelo governador em exercício Darci Piana como estratégica para o desenvolvimento do Oeste do Paraná e de todo o Estado.
Ele destacou que a parceria envolve o G7, grupo que reúne os maiores produtores e empresários do Paraná. “São parcerias que estão colaborando com o crescimento do Paraná e do Brasil. O Estado tem recebido extraordinária ajuda da Itaipu desde a sua fundação”, afirmou.
A hidrelétrica entrega royalties da exploração hidráulica para 15 cidades paranaenses. “O Paraná está à disposição da Itaipu e dará todo suporte necessário para que a nova gestão tenha sucesso. Continuaremos trabalhando para a modernização do Estado”, afirmou Piana.
Já o presidente do Paraguai destacou a produtividade da Itaipu e o “maior empreendimento de energia elétrica do mundo”. Ele mencionou a revisão da distribuição dos royalties em 2023. “Paraguaios e brasileiros temos adiante um mesmo desafio: a revisão das bases financeiras cujo prazo de negociação é eminente. As nossas relações devem estar sustentadas por valores e princípios”, destacou.
O novo diretor-geral brasileiro, Joaquim Silva e Luna, citou que o principal papel da Itaipu é produção e geração de energia elétrica. “Esse deve ser o nosso foco. Com isso, teremos a melhoria de vida dos dois países-irmãos. E também a busca de novas alternativas de produção de energia com segurança, menores tarifas e menor custo operacional”, afirmou.

Presidente pede ‘patriotismo’ na reforma da Previdência
O presidente Jair Bolsonaro afirmou ontem no evento de posse do novo diretor-geral brasileiro da Itaipu, em Foz do Iguaçu, que vai contar com o “patriotismo” do Congresso Nacional para aprovar a reforma da Previdência.
“Nós contamos com o patriotismo e o entendimento do Parlamento para que nós possamos ter uma reforma da Previdência. Porque, caso contrário, economicamente o Brasil é um país fadado ao insucesso”, disse Bolsonaro.
O presidente afirmou que é possível que a matéria tenha alterações propostas pelos parlamentares. “Não tenho a menor dúvida de que o parlamento fará as correções que têm que ser feitas, porque afinal de contas nós não somos perfeitos. E as propostas têm que ser aperfeiçoadas”, disse.
A proposta de emenda à Constituição (PEC) da reforma da Previdência Social foi entregue na última quarta-feira (20) pelo governo federal ao Congresso Nacional. A matéria passará primeiro pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, que analisará se o texto fere algum princípio constitucional. Depois, a PEC precisa ser aprovada por pelo menos 308 dos 513 dos deputados, e por 49 dos 81 senadores. (AGÊNCIAS)