Na primeira entrevista concedida desde que sofreu um atentado a faca, o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) defendeu anteontem seu guru econômico, Paulo Guedes, que criou polêmica ao defender a criação de uma espécie de CPMF (o chamado imposto do cheque) em palestra. “O Paulo segue firme”, disse, sobre boatos de que ele poderia se afastar da campanha após cancelar uma série de eventos em que falaria sobre seus planos.
Apelidado de “posto Ipiranga” de Bolsonaro para a área, em referência à propaganda que apregoa caráter multiuso à rede de combustíveis, o economista já foi anunciado como ministro da Fazenda em caso de vitória do atual líder da corrida ao Planalto.
Segundo o candidato, Guedes nunca defendeu a volta da CPMF, que esteve em vigência de 1997 a 2007. “Isso é uma distorção. Ele apenas está estudando alternativas. Tudo terá de passar pelo meu crivo”, afirmou.
Bolsonaro falou por breves quatro minutos ao telefone com a Folha de S.Paulo de seu quarto no hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde se recupera de duas cirurgias após a facada tomada em Juiz de Fora (MG) no dia 6. “Foi barra pesada. Eu quase morri, estou aqui por um milagre. Mas estou bem, meu bom humor voltou”, afirmou o deputado.
Ele tentou minimizar o mal-estar que a fala de Guedes, na quarta-feira, criou na sua campanha. “Olha, ele não tem experiência política. O cara dá uma palestra de uma hora, fala uma coisa por segundos e a imprensa cai de porrada nele”, reclamou.
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