POLÍTICA

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Bolsonaro não sabe se venderia a Eletrobras

Folhapress

| Edição de 22 de maio de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Pré-candidato à presidência pelo PSL (Partido Social Liberal), o deputado federal Jair Bolsonaro disse na tarde de ontem ter reservas quanto a uma possível privatização da Eletrobras.
Apesar de ter escolhido um economista de inclinação liberal para assessorá-lo no discurso econômico, Bolsonaro tem dito que é favorável a privatizações de estatais desde que não de áreas estratégicas para o País.

Imagem ilustrativa da imagem Bolsonaro não sabe se venderia a Eletrobras


Bolsonaro tem criticado, por exemplo, a compra de ativos de mineração e energia por empresas chinesas. O pré-candidato discursou durante almoço com empresários na ACRJ (Associação Comercial do Rio) nesta segunda. 
Questionado se concorda ou não com a privatização da Eletrobras, Bolsonaro disse que “tem que ver o modelo de venda”, mas, a princípio, se estivesse na presidência atualmente, “reagiria” à iniciativa. 
“Temos que ver o modelo. A princípio eu reagiria a isso aí. O Brasil não pode ser um país em leilão”, disse ele.
Minutos antes, durante seu discurso, ele chegou a dizer que o “Brasil não pode ser inquilino dele mesmo”, numa crítica à venda de ativos e recursos naturais do país a empresas estrangeiras.
O pré-candidato criticou ainda o alto preço dos combustíveis no país, mas evitou fazer críticas diretas ao modelo de formação de preços da Petrobras. Segundo ele, o combustível é caro no Brasil por fatores que vão desde a alta carga tributária ao que ele chamou de “indústria da multa”. 
Ele não sinalizou para uma possível mudança na política de combustíveis da estatal, caso eleito. Reclamou, contudo, da forma como a empresa é administrada atualmente. “Não pode a Petrobras tirar o atraso da roubalheira em cima do consumidor”, afirmou.