POLÍTICA

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Bolsonaro rompe silêncio e critica atos na Capital Federal

Da Redação

| Edição de 17 de janeiro de 2023 | Atualizado em 17 de janeiro de 2023
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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) rompeu ontem o silêncio e em conversa com apoiadores na porta da casa onde está hospedado em Orlando, nos Estados Unidos, condenou os ataques aos três Poderes ocorridos em Brasília no último dia 8, chamando os atos de “inacreditáveis”. Bolsonaro também reconheceu que cometeu “deslizes” no seu governo. 

O ex-presidente disse que durante quatro anos sua gestão teve alguns “furos” e falou sobre liberdade. “Em quatro anos, todo dia era segunda-feira. Tem alguns furos? Tem, lógico. A gente comete alguns deslizes em casa, quem dirá no governo. Só que em casa a gente sabe quem é o responsável. É sempre nós, os maridos”, disse.

Sobre as invasões do Palácio do Planalto, Supremo Tribunal Federal e Congresso, Bolsonaro afirmou lamentar o episódio. “Lamento o que aconteceu dia 8, uma coisa inacreditável. Mas no meu governo, o pessoal aprendeu o que é política, conheceu os poderes, começou a dar valor à liberdade. Eu falava para alguns sobre a liberdade, e eles diziam que era igual ao sol, nasce todo dia, mas não é bem assim não. A gente acredita no Brasil”, afirmou.

Bolsonaro viajou aos EUA em 30 de dezembro de 2022, antes mesmo do fim de seu mandato, evitando passar a faixa presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no dia 1º de janeiro. Ele passa férias com a família em Orlando, na casa de José Aldo, lutador de MMA. A residência do atleta fica situada no condomínio de luxo Encore Resort at Reunion, na cidade de Kissimmee, no estado da Flórida.

Nos EUA, Bolsonaro ficou alguns dias internado em um hospital após sentir dores abdominais. Ele teve alta na terça-feira da semana passada.

A permanência de Bolsonaro em solo americano é incerta. Um grupo de parlamentares democratas dos Estados Unidos enviou uma carta com o pedido de anulação do visto dele para o presidente norte-americano, Joe Biden. Eles insistem que Biden “colabore com as autoridades brasileiras” na investigação dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. (ESTADÃO CONTEÚDO)