POLÍTICA

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Bolsonaro volta ao País com poucos acordos

DA REDAÇÃO

| Edição de 18 de fevereiro de 2022 | Atualizado em 17 de março de 2022

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O presidente Jair Bolsonaro (PL) encerrou nesta quinta-feira sua segunda viagem internacional de 2022. Em meio aos estragos causados pelas chuvas no Rio de Janeiro, ele volta ao Brasil com poucos acordos na mala, mas com fotos relevantes para enfrentar o ano eleitoral.

No roteiro, apenas dois dias de compromissos oficiais - um na Rússia e outro na Hungria - e acenos a bases de apoio importantes para o chefe do Executivo às vésperas das eleições, como radicais de extrema-direita e líderes do agronegócio.
A parada de um dia em Budapeste, ontem, teve direito a agenda com o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, um dos principais expoentes da extrema-direita mundial e principal responsável pela guinada autoritária vivida pelo país europeu.
Após o encontro, o presidente brasileiro chamou o premiê elogiado pelo cosmo bolsonarista de “irmão”, destacou a comunhão de valores entre os governos e utilizou uma frase de inspiração fascista. “Deus, pátria, família e liberdade”, disse o presidente, que acrescentou “liberdade” ao lema da Ação Integralista Brasileira (ABI)
Houve assinatura apenas de memorandos de entendimento sobre gestão de recursos hídricos, ajuda humanitária a “cristãos perseguidos” e cooperação em assuntos de defesa.
As trocas comerciais do Brasil com a Hungria ainda são baixas em termos comparativos. O próprio Itamaraty reconheceu, na declaração oficial sobre o encontro, que o relacionamento entre os países melhorou nos últimos três anos - ou seja, após a posse de Bolsonaro, próximo ideologicamente de Orbán.
“Reconhecendo a atmosfera de simpatia mútua entre os dois países, o compartilhamento de valores fundamentais e a convergência de visões no plano das relações internacionais, os mandatários húngaros e brasileiro reforçaram seu compromisso com a defesa da família, da liberdade religiosa, da liberdade econômica e da soberania das nações”, diz a declaração conjunta.