POLÍTICA

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Câmara de Apucarana discute transporte público

Da Redação

| Edição de 13 de maio de 2020 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Representantes da Viação Apucarana Ltda (VAL), Leozé dos Santos e Enivaldo Bertazzo, estiveram na Câmara de Apucarana anteontem, reunidos com os vereadores após a aprovação de requerimento na sessão ordinária da semana passada. Eles apresentaram um relatório sobre a frota e a operação do transporte coletivo.

“Estamos trabalhando no limite que está sendo permitido, em função da atual situação. A demanda é de 40% do que tínhamos, antes da pandemia. Até hoje não fizemos nenhuma demissão, mesmo com todos os problemas que as empresas estão enfrentando. Continuamos com nossos 150 funcionários. Buscamos diariamente atender a população da melhor forma”, pontuou o diretor da empresa, Enivaldo Bertazzo.
Ele afirmou também que tem conversado semanalmente com o prefeito Junior da Femac e que a ideia de parar, temporariamente, a operação do transporte na cidade chegou a ser cogitada há algumas semanas atrás, mas não deverá ser implementada. “A queda na demanda acumula prejuízos e isso causa impacto nas empresas. Buscamos soluções para que isso não ocorra. Pensamos em ajuda para manter as atividades”, destacou ele, reiterando que um distrato junto ao município nunca foi cogitado.
O presidente da Câmara, Luciano Molina, destacou que a empresa tem que estar preparada economicamente para atender pelo menos 90 dias a população e sua própria estrutura. “As medidas de prevenção pedem que sejam evitadas aglomerações nos ônibus e terminais, que todas as normas sejam respeitadas e isso pressiona custos, investimentos e o sistema financeiro da empresa pode ter sérios problemas se não estiver preparado. Vamos ter uma nova reunião para conversar com os diretores e rever as medidas”, adiantou o presidente.
Autor do requerimento, o vereador Lucas Leugi questionou a situação apresentada pela empresa. “As indústrias em Apucarana não pararam. Todos os funcionários continuaram trabalhando. O comércio parou apenas por duas semanas e os empresários não deixaram de comprar o vale-transporte. Ou seja, o dinheiro entrou para a empresa, pode até ser de uma forma um pouco reduzida, mas entrou”, disse.

Prefeitura de Maringá deverá indenizar empresa
A empresa concessionária do transporte coletivo de Maringá conseguiu na Justiça uma liminar que obriga a prefeitura a pagar uma indenização pelos prejuízos gerados na crise da Covid-19. Na determinação do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), a prefeitura deve arcar com o prejuízo de R$ 3.874.854,70 que a Transportes Coletivos Cidade Canção (TCCC) alega ter tido durante 21 dias de abril.
A TCCC alega que houve uma redução de 84% da demanda de passageiros em razão dos decretos municipais publicados por causa da pandemia do novo coronavírus, o que gerou o déficit nas finanças.
“Sequer detém recursos para despesas básicas. (...) Foi obrigada a manter 100% da frota e arcando com custos extras como distribuição de álcool gel e máscaras para todos os funcionários e a desinfecção de ônibus e terminais”, diz um trecho da ação.
De acordo com essa liminar, a medida é de extrema urgência, pois há risco de iminente colapso do sistema público de transporte no município de Maringá. Na decisão judicial, a prefeitura tem prazo de 48 horas para tomar providências. A prefeitura deverá recorrer da decisão..