As contas do ex-prefeito de Ivaiporã, Pedro Wilson Papin (PMDB), exercício 2002, foram reprovadas por unanimidade na reunião ordinária desta semana da Câmara Municipal. Os vereadores seguiram o parecer prévio do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR), que pedia a reprovação de contas do ex-gestor, em face do recebimento de valores acima da remuneração mensal durante no ano de 2002. As contas reprovadas deixam o prefeito inelegível por oito anos.
Segundo o vereador Nando Dorta (PHS), presidente da Casa de Leis, os vereadores votaram em desfavor do ex-prefeito em razão de ele não ter restituído aos cofres municipais R$ 10,1 mil recebidos indevidamente. Os valores atualizados chegam a quase R$ 26 mil. “Desde que ele tivesse restituído ao Município, os vereadores poderiam aprovar as contas com ressalvas. Mas como não houve o ressarcimento eles não tiveram outra opção, a não ser reprovar as contas do Papin”, assinala Dorta.
Ainda segundo presidente, mesmo antes de colocar as contas em votação, a Comissão de Finanças e Orçamento do Legislativo entrou em contato com o ex-prefeito para que ele restituísse o Município. “Ele alegou que já havia feito o pagamento na Prefeitura. Pedimos então que apresentasse a correta apresentação dos documentos que se referem à devolução, o que não aconteceu. Mesmo assim, encaminhamos ofício à controladoria do Município solicitando informações sobre o pagamento, porém fomos informados que o pagamento não foi realizado”, diz.
O ex-prefeito Papin diz que a reprovação das contas dele pelos vereadores é eleitoreira pois, segundo ele, “os vereadores deixaram para votar na boca da eleição, só para prejudicar os candidatos que eu apoio”, assinala Papin.
Com relação aos valores que deveriam ser restituídos, ele alega que houve erro do TCE. “Eu recebi conforme o Padre Luizinho (prefeito antecessor) vinha recebendo. Houve um erro do TCE porque o resíduo foi recolhido na Prefeitura e, se ficou alguma coisa para recolher, o tribunal teria que ter me enviado uma notificação”, completa. O ex-prefeito afirma ainda que vai entrar com uma ação na justiça comum para anular a decisão dos vereadores.