POLÍTICA

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Câmara recebe pedido de impeachment da OAB

Folhapress

| Edição de 29 de março de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Numa semana considerada decisiva, parlamentares e militantes contrários ao impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) bateram boca ontem com manifestantes e representantes da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), que foram até o local para protocolar um novo pedido de impeachment.

A confusão aconteceu no Salão Verde da Câmara dos Deputados, onde os grupos a favor e contra o afastamento de Dilma trocaram insultos e gritos de guerra, impedindo que o documento fosse apresentado no horário previsto, às 14h30. A Polícia Legislativa foi acionada e, então, o presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, conseguiu protocolar o depoimento.

No pedido de impeachment, a OAB acusa Dilma de crime de responsabilidade ao tentar interferir nas investigações da Operação Lava Jato, inclusive no caso da nomeação do ex-presidente Lula, que é investigado, como ministro da Casa Civil; ao conceder renúncia fiscal à Fifa para a realização da Copa do Mundo de 2014; e ao ter autorizado as "pedaladas fiscais", que são atrasos no pagamento a bancos para maquiar as contas públicas.

Imagem ilustrativa da imagem Câmara recebe pedido de impeachment da OAB

"A sociedade espera celeridade na apuração de todos esses casos. É isso que nós queremos e é isso que a OAB espera. Esperamos serenidade, que as pessoas tenham calma, esperamos que esse ódio que está instalado diminua. Não podemos colocar uma classe contra a outra, pessoas contra si", afirmou Claudio Lamachia. O documento se somará agora a outros 11 pedidos pendentes de análise pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

CONFUSÃO

Deputados e senadores do PT, PCdoB e do PSOL estavam desde o começo da tarde reunidos em uma área de trânsito do prédio principal para o anexo II, onde discursaram na presença de militantes contrários ao impeachment e funcionários de alguns gabinetes. Participaram cerca de 70 pessoas.

Aos gritos de "não vai ter golpe, vai ter luta", rebateram o argumento das pedaladas fiscais utilizado para embasar o pedido de afastamento de Dilma. Distribuíram também rosas vermelhas.

Um grupo pró-impeachment que acompanhava o movimento respondia os gritos de guerra dos defensores da petista com "vai ter impeachment".